Saúde Pública
30.01.2012
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Brasil adota tratamento em massa para doenças parasitárias em áreas de risco

Populações de área de risco do Norte e Nordeste do país serão medicadas, mesmo sem exames para confirmar infecções

 
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O Ministério da Saúde vai dar remédios a populações em áreas de risco de esquistossomose e helmintíases sem pedir exames para confirmar infecções. O objetivo é levar tratamento em massa a partir desse ano para essas áreas, concentradas no Norte e Nordeste do país.

O tracoma, as helmintíases e a esquistossomose, conhecidas como doenças negligenciadas, terão ações de combate prioritárias. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (30) pelo site do portal Estadão.

A forma de abordagem no tratamento no Brasil vai seguir critérios de outros países como o México, por exemplo, que trata as helmintíases através de terapias em grupo.

A lista de doenças consideradas negligenciadas varia de um país para outro. Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) concentra seus esforços em dois grandes grupos: doenças tratáveis e contra as quais existem meios de combate, como filariose linfática, oncocercose, esquistossomose e dengue; e doenças ainda sem tratamento e que exigem cuidados específicos, como leishmaniose e doença de Chagas.

No Brasil, o quadro de doenças negligenciadas é inquietante, a julgar pelas informações disponíveis em artigos publicados de periódicos qualificados da área médica. Peter Hotez, da George Washington University Medical Center, nos EUA, aponta que grande parte dessas doenças da América Latina e Caribe ocorre atualmente no Brasil, incluindo todos os casos de tracoma e hanseníase, além da maioria dos casos de ascaríase, dengue, ancilostomíase, esquistossomose e leishmaniose visceral.

Muitas pesquisas têm sido desenvolvidas. Um artigo publicado na Nature Genetics em 2002 apontava, dentre as dez biotecnologias de maior impacto na saúde dos países em desenvolvimento, os métodos diagnósticos de doenças infecciosas, simples e baratos, baseados em tecnologias moleculares; as vacinas recombinantes contra doenças infecciosas; os biofármacos recombinantes mais baratos (insulina, interferons); a bioinformática para identificação de alvos para fármacos e estudo de interações patógeno-hospedeiro; e o sequenciamento de genomas de patógenos com vistas à compreensão de sua biologia e ao desenvolvimento de novos agentes antimicrobianos.

O tratamento em massa para as doenças parasitárias no Brasil visa controlar os números expressivos encontrados nas regiões de risco. Segundo dados, algumas parasitoses chegam a atingir 70% do grupo avaliado.

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Fonte: Isaude.net
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