Na Loyola University Chicago a formação de médicos, enfermeiros e outros profissionais se da por meio de trabalho em equipe. A instituição é uma das primeiros do Estados Unidos a adotar o modelo de ensino colaborativo.
O novo Comitê de Liderança Interprofissional trabalha no desenvolvimento de um currículo comum no qual as classes escolhidas incluirão tanto estudantes de enfermagem quanto de medicina. As aulas serão co-ministradas por professores da faculdade de medicina quanto pelos professores da faculdade de enfermagem (Loyola Stritch School of Medicine e Marcella Niehoff School of Nursing). Tal colaboração faz sentido em muitas áreas da medicina. Por exemplo, o que os estudantes de medicina aprendem na realização de avaliações de saúde é semelhante ao que as enfermeiras de prática avançada aprendem.
Um novo Centro de Aprendizagem Colaborativa, agora em construção, ficará localizado entre as faculdades de medicina e de enfermagem. Suas características incluem um centro de simulação clínica de tecnologia de ponta com um hospital virtual com seis camas e ambiente de cuidado domiciliar. As equipes de alunos da enfermagem, da medicina e das ciências da saúde aprenderão como melhorar o cuidado dos pacientes.
Também está em desenvolvimento um novo Instituto de Educação Interprofissional.
A nova iniciativa é uma grande mudança do modelo tradicional, em que os residentes, médicos de consultoria e enfermeiros submeteram as suas opiniões e deferiram ao médico assistente, disse Aaron Michelfelder, co-presidente do Comitê de Liderança Interprofissional.
O modelo antigo, Michelfelder disse, pode levar a erros médicos. "A maneira mais segura e eficiente no atendimento aos pacientes é ter um modelo de equipe", disse ele.
No novo modelo, enfermeiros, médicos e outros clínicos trabalham como uma equipe, e ninguém tem medo de falar. Todos trabalham juntos para desenvolver o melhor plano para o tratamento de cada paciente, disse Fran R. Vlasses, co-presidente do Comitê Interprofissional de Liderança.
"Não há muitas faculdades de enfermagem que possam dizer que têm um ótimo relacionamento com uma faculdade de medicina enérgica e com visão de futuro. Isto é o que nos diferencia", disse Vlasses.