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publicado em 20/01/2012 às 11h49:00
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Estudo sugere que se os Estados Unidos, como um todo, decidirem adotar a medida, a mesma pode ser bem sucedida

 
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Proibição da publicidade de junk-food se configura como uma medida política eficaz para reduzir o consumo de fast-food pelas crianças, e, consequentemente os danos à saúde causados pela ingestão destes alimentos. É o que defende Kathy Baylis, professora de economia agrícola e do consumidor, que estudou a proibição da publicidade de junk-food imposta na província canadense de Quebec entre 1984-1992 e seus efeitos sobre a consumo de fast-food.

Ao comparar famílias que falam de inglês, que tinham menor probabilidade de serem afetadas pela proibição, às famílias de língua francesa, Baylis e o co-autor Tirtha Dhar, da University of British Columbia, encontraram evidências de que a proibição reduziu as despesas com fast-food em 13% por semana em famílias de língua francesa, levando a uma diminuição entre 11 milhões e 22 milhões de refeições de fast-food ingeridas por ano, ou de 2.200 a 4.400 milhões menos calorias consumidas pelas crianças.

"Dada a natureza do mercado de mídia de Quebec e aos dados demográficos, a proibição afetaria desproporcionalmente as famílias de língua francesa, mas não afetaria as famílias semelhantes em Ontário ou as famílias sem filhos em qualquer província", disse Baylis.

Baylis disse que o estudo é aplicável aos EUA, embora os resultados não seriam tão robustos se as proibições fossem instituídas em cada estado.

"O que descobrimos é que as proibições de publicidade são mais eficazes quando as crianças vivem em um mercado de mídia isolado, e é só porque elas estão em um mercado de mídia isolado que elas estão recebendo estes efeitos. Se qualquer estado decidisse fazer isso por conta própria, seria problemático. Se os EUA como um todo, decidisse fazê-lo, nossa pesquisa indica que tal proibição poderia ser bem sucedida.

A comparação é um sistema fortemente regulado em Quebec para um sistema menos fortemente regulado, em Ontário, no qual ainda encontramos um efeito. No mínimo, o nosso estudo encontrará um limite-inferior deste efeito", ela disse.

A grande limitação do estudo, de acordo com Baylis, é que ele é baseado em dados das décadas de 1980 e 1990.

"Obviamente, a Internet explodiu desde então, e os jogos de computador também subiram em popularidade. Então, nós não sabemos o quão bem uma proibição de televisão funcionaria quando as crianças estão gastando uma quantidade crescente de tempo online em vez de assistindo TV. Por isso seria muito difícil impor uma proibição de Internet, e a única maneira de enfrentá-lo seria como eles estão fazendo em Quebec, que é a de proibir os sites de anunciar junk food durante desenhos animados, ou até mesmo nas embalagens dos produtos nas lojas. Mas se uma criança de 10 anos estiver à procura de algum tipo de junk food na Internet, será difícil policiá-lo por conta própria", ela disse.

Baylis disse que um instrumento de política que está sendo revisitado nos EUA é o acordo voluntário que algumas empresas de alimentos proeminentes assinaram para limitar a publicidade para as crianças.

"Tem havido muita preocupação no sentido de que este acordo voluntário não está funcionando. A FCC considerou entrar e fazer uma regulamentação mais formal. Nossa pesquisa indica que este poderá ser o caminho a percorrer. O pessoal do outro lado do debate está sempre dizendo: 'Não vá por esse caminho. É um beco sem saída. A proibição absoluta não funciona e uma abordagem voluntária à auto-regulação é melhor'. Bem, isso não é verdade, e esta pesquisa é mais munição para a FCC", disse ela.

Embora o grupo de interesse político da publicidade gostaria de negar que a publicidade para crianças funciona, Baylis nota que cerca de 11 bilhões de dólares por ano são gastos em publicidade dirigida a este público.

"O fast food é uma das categorias de produtos mais anunciados, mas o que é interessante é a quantidade de discussão em torno de se ter regras mais rígidas para a publicidade dirigida às crianças, ou quando os países procuram impor uma proibição de publicidade de junk food. O grupo de interesse político da publicidade gosta muito de dizer que as proibições não funcionam, que os regulamentos não funcionam. Houve um debate político enorme para saber se a proibição de publicidade funciona, e é por isso que decidimos estudar o exemplo de Quebec, porque ele foi trazido por muitos anunciantes para provar sua opinião. O que descobrimos é que, se você fizer apenas uma média das crianças em geral, se você não controlar para qualquer coisa, haverá ruído suficiente para que os dados não sejam estatisticamente significativos. Quando começamos a controlar as coisas, percebemos que havia algo a mais acontecendo", disse Baylis.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Junk-food    Fast-food    Crianças    Quebec    Ontario    Mercado de mídia    Proibição da publicidade   
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