Profissão Saúde
publicado em 21/01/2012 às 07h30:00
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Após dois meses de negociações entre o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR), a Associação Médica do Paraná (AMP) e o Sindicato dos Médicos do Paraná (Simepar) com a Fundação Copel de Assistência e Seguridade Social, as quatro entidades firmaram acordo esta semana sobre o reajustes de honorários dos cerca de 7 mil médicos conveniados.

De acordo com o termo de compromisso, o valor das consultas médicas terá um aumento de 51%, de R$ 53 para R$ 70, passando a aplicar a 5.ª edição da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) até julho de 2013, quando adotará a 6.ª edição. Além disso, ficou definido que os valores terão reajuste anual de acordo com o estabelecido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

" A classe médica se sente valorizada com esse acordo e esperamos que ele possa representar uma tendência de relacionamento com outras operadoras" , comenta o presidente da AMP, João Carlos Gonçalves Baracho, durante coletiva de imprensa realizada na tarde do dia 17. Ele também elenca alguns elementos importantes do acordo: " o reajuste anual pelo INPC, aplicação da CBHPM e o cuidado gerencial em relação aos pagamentos dos médicos, que em média têm 60 dias de defasagem, agora têm a possibilidade de serem mais ágeis" .

Entre os objetivos da Fundação Copel está melhorar o relacionamento com os médicos, garantindo a satisfação dos profissionais e o bom atendimento dos mais de 40 mil beneficiários. " Estamos convictos de que estamos começando uma nova relação entre a Fundação Copel e a classe médica, tendo em vista a preocupação com a qualidade de vida dos nossos beneficiários" , pondera o presidente da Fundação Copel de Previdência e Assistência Social, Helio José Pizzatto.

O foco é a prevenção. " Enxergamos o plano de saúde como uma extensão do RH e queremos reverter a visão atual que se tem dele como vilão" , explica o Diretor de Administração e Seguridade da Fundação Copel, Antônio Sergio de Souza Guetter. A entidade também passará a solicitar aos médicos o preenchimento de um formulário epidemiológico do paciente após a consulta, com o objetivo de promover campanhas de conscientização e prevenção de acordo com os dados recolhidos, baseando as ações nas doenças e problemas de saúde com maior índice de ocorrência. O preenchimento do formulário acarretará um ganho extra de R$ 10 para o médico, totalizando R$ 80 por consulta.

" A medicina hoje está mais resolutiva, mas também se tornou mais cara. O médico trata doença quando deveria estar tratando a saúde, daí a necessidade de políticas de prevenção. E esse entrosamento entre médicos e operadoras é muito importante na solução dos problemas" , comenta o Presidente do Conselho de Medicina do Paraná Carlos Roberto Goytacaz Rocha. " Dentro desse tema, muito importante lembrar o caráter sigiloso da relação médico paciente, por isso o formulário epidemiológico deverá ser enviado sem o nome do paciente ou com expressa autorização dele por meio da assinatura do documento" , explica, Carlos Roberto Goytacaz Rocha.

Ainda de acordo com o termo de compromisso, a AMP, através de suas Sociedades de Especialidades, cria o Programa de Auxílio às Câmaras Técnicas de Operadoras de Saúde, que estará a postos para esclarecer dúvidas relativas à atuação dos médicos dos planos por meio da elaboração de pareceres.

A Fundação Copel explicou, ainda, que o aumento do valor pago pelas consultas não implicará em aumento nas mensalidades dos beneficiários. " Nós faremos um redirecionamento de recursos, investindo em prevenção, sem afetar as mensalidades pagas pelos funcionários, dependentes e pensionistas da Fundação" , esclarece Antônio Sergio de Souza Guetter.

Movimento Médico

O acordo com a Fundação Copel é resultado do movimento médico, que vem lutando pela valorização profissional e a correta remuneração por parte dos planos de saúde. Este é o primeiro acordo assinado com uma operadora de saúde suplementar desde 2005, sendo ele de abrangência estadual e com valores mais altos que os praticados no restante do país. Como forma de protestar e chamar a atenção da sociedade para o movimento, a classe médica se reuniu no dia 7 de abril de 2011, suspendendo consultas e exames eletivos, e no dia 25 de outubro, sem paralisação de atividades.

Fonte: Isaude.net
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