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publicado em 17/01/2012 às 16h32:00
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As consequências das transformações industriais no país nos últimos 90 anos provocou impactos inclusive na saúde dos trabalhadores brasileiros. A conclusão é de um estudo realizado entre pesquisadores da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz), das universidades federais de Minas Gerais e Bahia e do Ministério da Saúde sobre a relação entre condições de trabalho e a saúde no Brasil.

Veja aqui o documento sobre a pesquisa publicada na edição de dezembro dos Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

No estudo, os pesquisadores relatam que, durante os anos 90, a reestruturação da economia e a globalização do mercado começaram a provocar grandes mudanças na organização trabalhista, afetando o significado do trabalho, a estabilidade do emprego, os salários e, consequentemente, a saúde dos trabalhadores.

De acordo com os pesquisadores, em decorrência do crescimento do setor de serviços e da retração da indústria de manufaturados, o mercado de trabalho brasileiro passou a ser caracterizado pelo crescimento do mercado informal, constituído majoritariamente pelas minorias. " Trabalhadores informais têm baixa escolaridade e qualificação profissional reduzida ou são parte de grupos vulneráveis ou minorias como negros, jovens, idosos e mulheres" , afirmam os pesquisadores.

Outra importante apontamento da pesquisa mostra que a pobreza e baixos salários parecem estar associados à informalidade no mercado de trabalho. No grupo populacional com salários mais baixos, o índice de trabalhos informais é de 31,7%, enquanto na parcela da população com maior remuneração, 8% dos trabalhadores possuem emprego informal.

O estudo também mostra que trabalhadores informais apresentam a menor média de renda entre toda a população economicamente ativa. " Indivíduos com emprego informal, além de não terem acesso a uma ocupação legal e benefícios de segurança social, ganham menos do que os que trabalham no setor formal" , afirmam os pesquisadores. Segundo eles, com a falta de acesso a direitos trabalhistas, indivíduos inseridos no mercado de trabalho informal são forçados a lidar com condições precárias de trabalho e de falta de segurança e proteção à saúde.

Veja mais sobre a pesquisa da Fiocruz aqui.

Fonte: Isaude.net
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