Profissão Saúde
publicado em 15/01/2012 às 06h00:00
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Foto: Johns Hopkins University School of Medicine
Dorry L. Segev, líder da pesquisa
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Dorry L. Segev, líder da pesquisa

Milhares de idosos norte-americanos com doença renal são bons candidatos para transplante e poderiam receber doação se os médicos os colocassem na lista de espera. É o que aponta estudo realizado por pesquisadores da Johns Hopkins University, nos Estados Unidos.

Os resultados estimam que entre 1999 e 2006, cerca de 9 mil adultos com mais de 65 anos teriam sido "excelentes" candidatos a transplante e mais cerca de 40 mil teriam sido "bons" candidatos para receber novos rins. No entanto, tais candidatos não receberam o órgão.

"Os médicos rotineiramente acreditam e dizem aos mais velhos que eles não são bons candidatos para transplante renal, mas muitos deles são se forem cuidadosamente selecionados e se os fatores que realmente preveem os resultados forem totalmente considerados. Muitos adultos mais velhos podem desfrutar de excelentes resultados de transplantes e eles devem ter a chance de estender sua sobrevivência", afirma o cirurgião de transplante e líder do estudo, Dorry L. Segev.

Segundo Segev, pessoas com 65 anos ou mais constituem metade das pessoas com doença renal em estágio final nos Estados Unidos, e os pacientes adequadamente selecionados nessa faixa etária vivem mais tempo se recebem novos rins, ao invés de continuarem a fazer sessões de hemodiálise.

O problema relatado pelos pesquisadores é que, muito poucos adultos mais velhos são inscritos em listas de espera. Em 2007, apenas 10,4% dos pacientes em diálise com idades entre 65 e 74 estavam em listas de espera, em comparação com 33,5% dos pacientes entre 18 e 44 anos de idade e 21,9% daqueles entre 45 a 64 anos em tratamento.

Segev adverte que alguns pacientes mais velhos com doença renal são de fato candidatos ' ruins' para transplante porque têm outros problemas de saúde relacionados à idade. Mas ele diz que o estudo atual, em conjunto com pesquisas recentes, mostra que novos órgãos podem melhorar significativamente a sobrevivência, mesmo nesta faixa etária.

A equipe construiu um modelo estatístico para prever o quão bem os adultos mais velhos se sairiam após o transplante renal, levando em consideração a idade, tabagismo, diabetes e outras 16 variáveis relacionadas à saúde. Usando esses dados para definir um candidato "excelente", a informação foi então aplicada a todas as pessoas acima de 65 anos em diálise durante o período de estudo de sete anos. Os pesquisadores também determinaram se os candidatos já estavam na lista de espera.

"Temos essa atitude regressiva para a realização de transplante em adultos mais velhos, com base em um histórico de maus resultados ultrapassado. Qualquer um que pode se beneficiar de transplante renal deve pelo menos ter uma chance. Devem pelo menos, serem colocados na lista", observa Segev.

O pesquisador afirma que há uma escassez de rins e que alguns vão questionar se os órgãos escassos não seriam mais bem utilizados em pacientes mais jovens. Mas, segundo ele, mais de 10% dos pacientes mais velhos iriam receber rins de parentes ou amigos vivos, o que teria pouco impacto sobre a escassez nacional de rins de doadores falecidos.

"Ao não referir os adultos mais velhos para transplante, não estamos apenas negando-lhes uma chance de um rim de um doador falecido, mas nós somos potencialmente negando-lhes um rim de um doador vivo", conclui.

Acesse o artigo original na íntegra aqui.

Fonte: Isaude.net
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