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publicado em 15/01/2012 às 07h00:00
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Foto: Boston College
Marc-Jan Gubbels (a esq. em segundo plano), um dos responsáveis pela pesquisa, conversa com equipe em laboratório
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Marc-Jan Gubbels (a esq. em segundo plano), um dos responsáveis pela pesquisa, conversa com equipe em laboratório

Pesquisadores do Boston College, nos Estados Unidos, relatam a descoberta de uma proteína que desempenha um papel fundamental na progressão de doenças como a toxoplasmose e a malária. Estudo fornece evidências de que é possível bloquear geneticamente a função desta proteína a fim de interromper o avanço de condições transmitidas por parasitas.

Os resultados mostram que a proteína, identificada como DOC2.1, desempenha um papel semelhante na secreção de organelas microneme que são cruciais para a mobilidade do protozoário parasita Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose, e Plasmodium falciparum, causador da malária.

De acordo com os pesquisadores, a descoberta tem potencial para levar ao desenvolvimento de drogas que atacam a proteína, a fim de bloquear o mecanismo que promove a progressão das duas doenças.

"O mecanismo da secreção de microneme, que é necessário para a invasão da célula hospedeira, é um alvo válido de drogas. Uma vez que nem a secreção microneme nem a invasão em si são atualmente alvo de qualquer droga antimalária, uma classe nova de reagentes pode ser desenvolvida, principalmente para combater a alta incidência de resistência aos medicamentos", relata o pesquisador Marc-Jan Gubbels.

Os pesquisadores desenvolveram em laboratório um mutante do Toxoplasma gondii sensível à temperatura, que exibiu um defeito de mobilidade que o impediu de invadir a célula hospedeira. O biólogo computacional Gabor Marth sequenciou o genoma do parasita e identificou 33 possíveis locais no genoma responsáveis pelo defeito.

Os pesquisadores então, isolaram uma única mutação no gene DOC2.1 que foi associada com um defeito de secreção de organelas microneme responsáveis pelo defeito de mobilidade.

A equipe gerou um Plasmodium mutante onde a expressão de DOC2.1 podia ser desligada e demonstrou que a proteína também foi crucial para secreção de microneme no parasita que causa malária.

Gubbels ressalta que as descobertas reforçam os avanços dramáticos possibilitados pelo sequenciamento do genoma completo e da biologia computacional. "Até hoje, muitos patógenos têm acesso experimental e genético limitado, mas esse obstáculo pode agora ser superado", afirma.

A equipe agora está trabalhando com outros pesquisadores para obter insights sobre outras vias patogênicas críticas, e já vê resultados iniciais promissores.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Doenças parasitárias    Malária    Toxoplasmose    Proteína    Boston College    Marc-Jan Gubbels   
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