Ciência e Tecnologia
publicado em 10/01/2012 às 09h28:00
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O efeitos colaterais figuram entre os maiores problemas enfrentados por pacientes que se submetem a tratamentos contra o câncer. Pautados nesta constatação cientistas da Noruega trabalham no desenvolvimento de um tratamento que mate apenas células cancerosas, deixando as outras intactas.

Eles explicam que não é difícil encontrar uma droga que destrua células cancerosas. O problema reside no fato de que as substâncias ativas da droga não matam as células doentes, mas também outras células do corpo. Essa é a razão pela qual os efeitos colaterais que acompanham os tratamentos de câncer tradicionais são frequentemente tão severos.

O objetivo de qualquer pesquisador empenhado em descobrir uma forma de combater o câncer é chegar em um medicamento que funcione apenas contra um tumor cancerígeno - sem danificar adversamente o resto do corpo.

Esse objetivo pode ser atingido de duas formas: uma é produzir medicamentos direcionados que afetem somente as células do câncer; a outra é buscar meios mais inteligentes de aplicar a droga ao seu alvo sem afetar outras partes do corpo.

E é se orientando por esta segunda abordagem que cientistas da PCI Biotech têm trabalhado nos últimos 12 anos. Os pesquisadores desenvolvem o projeto " Fotokjemisk internalisering for cellegiftterapi av kreft" (Photochemical internalisation of chemotherapy) tem chegado perto de uma solução.

Laser e células sensíveis à luz

A tecnologia em uso é baseada em luz e chama-se internalização fotoquímica ou PCI. Foi descoberta em 1994 no Norwegian Radium Hospital em Oslo (agora parte do Oslo University Hospital).

A PCI Biotech usa a tecnologia para direcionar um laser vermelho para a área do corpo onde o medicamento precisa fazer efeito. A luz aumenta drasticamente a entrega do medicamento em locais específicos dentro das células doentes.

" Mas, para dar ao paciente o efeito desejado da luz, nós precisamos dar ao paciente um composto fotossintetizante" , explica o líder da pesquisa Anders Høgset.

" Esta é uma substância química aumentando a sensibilidade das células à luz. Nós criamos uma molécula patenteada (chamada de Amphinex) que nós injetamos em um paciente e deixamos circular por alguns dias. Então, nós damos ao paciente o medicamento desejado. Depois de um curto período de tempo, nós aplicamos o laser no tumor onde o medicamento está presente. Quando a luz é aplicada, o Amphinex desencadeia processos dentro das células cancerosas, melhorando significativamente o efeito da droga.

Reduzindo doses

O desafio de efetivamente transportar moléculas a uma área direcionada dentro de uma célula tem frustrado os pesquisadores de câncer. Para as empresas farmacêuticas, isso criou um gargalo, desacelerando o desenvolvimento posterior de um número de moléculas com grande potencial medicinal.

Pacientes tem recebido, com freqüência, doses mais altas de medicamentos do que seria necessário se houvesse existido um modo de direcionar sua entrega a um local dentro da célula. Devido a essas doses mais altas, os efeitos colaterais que os pacientes experimentam são proporcionalmente mais graves.

" Agora nós finalmente obtivemos êxito em encontrar uma forma de entregar os medicamentos do câncer dentro das células malignas, destruindo-as efetivamente" , afirma Dr. Høgset.

Estes medicamentos para matar o câncer passam através das membranas da célula cancerosa com muito mais facilidade, o que aumenta significativamente sua precisão. Com isso, as doses podem ser substancialmente diminuídas e com efeitos colaterais tornando-se consideravelmente menos graves. " No laboratório, conseguimos aumentar o efeito de alguns medicamentos citotóxicas num total de 50 vezes! Fizemos isso administrando Amphinex e direcionando a luz à célula cancerosa" , explica o Dr. Høgset.

Teste em humanos

A PCI Biotech, juntamente com o University College London Hospital, começou a realizar pesquisas em seres humanos há dois anos.

"Todos os pacientes envolvidos no estudo tiveram um efeito considerável a partir do tratamento de luz e, na maioria dos casos, os tumores tratados desapareceram completamente. Nenhum efeito colateral grave foi observado", diz o Dr. Høgset.

Até o momento, a PCI Biotech tem se concentrado no tratamento do câncer localizado, por exemplo, para câncer de boca, câncer de pele facial e câncer de mama.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Tratmento    Tratamento contra o câncer    Câncer    Efeitos colaterais    Entrega de drogas      
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