Em um estudo publicado no Journal of Proteome Researchy, pesquisadores relataram que bactérias que vivem no intestino grosso podem diminuir a atividade do tipo "bom" de tecido adiposo, uma gordura especial que queima calorias rapidamente e pode ajudar a prevenir a obesidade.
A descoberta pode lançar luz sobre novas formas de prevenir a obesidade e promover a perda de peso, incluindo possíveis abordagens microbianas e farmacêuticas.
Os líderes Sandrine P. Claus, Jeremy K. Nicholson e seus colegas explicaram que trilhões de bactérias vivem no intestino grosso de pessoas saudáveis, onde ajudam a digerir os alimentos e fazem certas vitaminas. Nos últimos anos, no entanto, eles perceberam que essas bactérias fazem mais, interagem com o resto do corpo de maneiras que afetam o uso de energia e seu armazenamento em forma de gordura e afinam o sistema imunológico.
Claus e Nicholson decidiram avaliar como bactérias intestinais podem afetar a atividade da gordura marrom. Essa gordura "boa" que queima as calorias rapidamente antes que elas possam ser armazenadas como gordura, existe em pequenos depósitos na área do pescoço e em outros lugares, diferente da "gordura branca" que se acumula ao redor da cintura e nas nádegas.
Em experimentos que compararam camundongos modificados (GF) que não possui bactérias no intestino grosso e ratos normais, os cientistas descobriram evidências que sugerem que as bactérias têm influência sobre a atividade da gordura marrom.
A gordura marrom nos camundongos GF parecia ser mais ativa, queimando calorias mais rapidamente do que em ratos normais. As bactérias do intestino grosso também pareciam estar relacionadas com diferenças de gênero no peso. Camundongos normais machos foram mais pesados e mais gordos do que as fêmeas, mas essas diferenças desapareceram nos camundongos GF.
A pesquisa também descobriu grandes diferenças nas interações entre homens e mulheres e suas bactérias intestinais que podem ajudar a explicar por que a epidemia de obesidade é mais grave e se desenvolve mais rápido em mulheres.
A equipe acredita que essas e outras descobertas podem apontar o caminho para abordagens que aumentem a atividade da gordura marrom nos humanos para prevenir ou tratar a obesidade.
Palavras-chave: Obesidade
Intestino grosso
Queima de caloria
Journal of Proteome Researchy
Sandrine P. Claus
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