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publicado em 22/12/2011 às 11h08:00
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Em nenhum outro momento da vida de uma mulher ela tem uma experiência tão maciça com as flutuações hormonais como durante a gravidez. Pesquisa conduzida na Chapman University, os Estados Unidos, sugere que os hormônios reprodutivos podem deixar o cérebro de uma mulher pronto para as demandas da maternidade - ajudá-la a torna-se menos agitada pelo stress e mais sintonizada com as necessidades do seu bebê.

Embora a hipótese ainda não tenha sido testada, a psicóloga Laura M. Glynn supõe que possa ser por isso pode que as mães acordam quando o bebê se mexe enquanto os pais continuam roncando. Outros estudos confirmam a verdade de uma queixa comum das mulheres grávidas: o "cérebro de mãe", ou memória prejudicada, antes e após o nascimento. "Pode haver um custo dessas mudanças cognitivas e emocionais relacionadas com a reprodução, mas o benefício é uma mãe mais sensível e eficaz", diz a líder do estudo.

O artigo revê pesquisas que refinam os resultados anteriores sobre os efeitos do ambiente pré-natal sobre o bebê. Por exemplo, a evidência está se acumulando para mostrar que não é a adversidade pré-natal por conta própria, digamos a desnutrição materna, ou depressão, que apresenta riscos para o bebê. A congruência entre a vida in utero e a vida do lado de fora pode importar mais. Um feto cuja mãe é desnutrida adapta-se a escassez e vai lidar melhor com a escassez de alimentos uma vez que nasce, mas pode se tornar obeso se come normalmente. O tempo é crítico também: a ansiedade materna no início da gestação custa caro para o desenvolvimento cognitivo do bebê; os mesmos níveis elevados de hormônios de estresse no final da gravidez melhoram-no.

Assim como a mãe permanentemente afeta o feto, a nova ciência sugere que o feto faz o mesmo para a mãe. O movimento fetal, mesmo quando a mãe não tem conhecimento dele, aumenta a frequência cardíaca, a condutividade da pele, os sinais de emoção - e talvez da preparação pré-natal para o vínculo mãe-filho. As células fetais passam através da placenta para a corrente sanguínea da mãe. "É emocionante pensar se estas células são atraídas para determinadas regiões do cérebro que podem estar envolvidas na otimização do comportamento materno", diz Glynn.

A pesquisadora adverte que a maioria das pesquisas sobre o cérebro materno foram realizadas com roedores, cuja gravidez difere enormemente da gravidez das mulheres; mais pesquisas sobre mães humanas são necessárias. Mas ela está otimista de que uma visão mais abrangente das mudanças cerebrais persistentes causadas pela gravidez trará intervenções para ajudar as mães em situação de risco a agirem de uma forma melhor para seus filhos e para si mesmas.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Alterações da gravidez    Cérebro    Comportamento    Humor    Desenvolvimento cognitivo   
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