O Ministério da Saúde definiu os critérios para a atuação da Força Nacional do SUS que será composta por profissionais especializados no atendimento a vítimas de desastres naturais, calamidades públicas ou situações de risco epidemiológico. A Força, que vai dispor de um hospital de campanha, atuará em casos que exijam uma resposta rápida, apoio logístico e equipamentos de saúde. Coordenada pelo Ministério da Saúde, o novo sistema emergencial é uma ação conjunta entre Ministério da Defesa e os estados e municípios.
Foram iniciados os procedimentos legais para a aquisição do hospital de campanha, que fará atendimento médico no próprio local da urgência. Orçada em R$ 5,3 milhões, a unidade terá capacidade de atender até 2 mil pessoas por dia. Sua estrutura contará com sala de estabilização, UTI, centro cirúrgico, além de enfermaria e sala de comando. O hospital móvel também será utilizado em grandes eventos que serão sediados no Brasil, como a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas de 2016.
" Com a Força Nacional do SUS, estamos nos preparando para enfrentar problemas que necessitam de uma capacidade de resposta organizada e imediata, como no caso de desastres naturais e catástrofes" , ressalta o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. " Independentemente de quanto o país venha avançando em prevenção, é fundamental termos um grupo de profissionais qualificados para salvar vidas, tanto nas situações de desastres como após o desastre" , explica.
O Ministério da Saúde inicia em dezembro o cadastramento de profissionais que irão compor as equipes permanentes da Força Nacional do SUS. A intenção é cadastrar até 1000 profissionais em 2012. Servidores públicos, funcionários de hospitais universitários, além de voluntários que atuem na área da saúde poderão realizar suas inscrições. Os profissionais receberão capacitação contínua do Ministério da Saúde para atenderem em situações adversas. Segundo o ministro Alexandre Padilha, os profissionais serão permanentemente capacitados. Parte desta força será composta por servidores do Ministério, outra parte por profissionais que estão nos hospitais universitários e também profissionais de estados e municípios que já atuam no SAMU 192, acostumados a situações extremas.