Cientistas do Hospital del Mar, na Espanha, revelaram que a espessura da parede da artéria carótida pode determinar o risco de um novo derrame cerebral.
A descoberta sugere que medir as camadas Ãntima e média da artéria carótida por meio de uma ultrassonografia pode ser uma nova ferramenta para prevenir a ocorrência de um segundo episódio de acidente vascular cerebral.
Segundo os pesquisadores, essa medição alerta para uma recaÃda dos problemas de irrigação e, portanto, serve como marcador clÃnico de previsão de derrames.
Para o estudo, a equipe avaliou 600 pacientes que já haviam sofrido um derrame. Eles compararam um indicador conhecido e confiável do prognóstico, o grau de estreitamento da artéria carótida (estenose carotÃdea), com a maior parte da espessura das camadas internas da artéria. A estenose carotÃdea superior a 50% é considerada um indicador do risco de aparecimento de AVC.
A porcentagem de pacientes que apresentam um novo episódio de AVC durante o primeiro ano é de 7%, número que chega a 15% quando são somados os que sofrem episódios cardiovasculares e os que acabam morrendo.
A pesquisa do Hospital del Mar faz parte de um estudo que avalia possÃveis marcadores de recorrência em derrames e no qual colaboraram cerca de 50 hospitais da Espanha. As conclusões dos estudos pretendem ajudar a identificar pacientes de alto risco e concentrar os esforços sobre eles.
"A novidade do estudo atual é que ele não só complementa outras pesquisas recentes, mas neste caso, revela uma ferramenta valiosa para ser um indicador que antecipa a presença da estenose e, portanto, permite identificar pacientes com alto risco na ausência de estenose carotÃdea. Este estudo mostrou que pacientes com pouca ou nenhuma placa na carótida, mas que tinham espessamento das artérias Ãntima e média, também tinham um risco maior de doenças cardiovasculares recorrentes ou morte", afirma o lÃder do estudo, James Roquer.
O acidente vascular cerebral é a primeira causa de mortes em mulheres e a segunda em homens na Espanha, e sua incidência segue crescendo por conta do envelhecimento da população.
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