Saúde Pública
publicado em 28/11/2011 às 13h56:00
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Registro de medicamentos classificados como em falta pela FDA triplicou em cinco anos, passando de 61 em 2005 para 178 em 2010

 
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Foto: Ted Grudzinski/AMA
K. Barton Farris (a dir.), delegado do estado da Louisiana, argumenta contra a proposta de emenda em debate sobre o piso da política nacional de escassez de drogas
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K. Barton Farris (a dir.), delegado do estado da Louisiana, argumenta contra a proposta de emenda em debate sobre o piso da política nacional de escassez de drogas

Representantes da American Medical Association (AMA) divulgaram medidas detalhadas de emergência para enfrentar escassez nacional de medicamentos que atinge os Estados Unidos.

Segundo os delegados, o número crescente de drogas essenciais em falta constitui uma "emergência de saúde pública nacional" que exige uma resposta rápida e sofisticada para lidar com as complexas raízes da crise.

Dados mostram que o registro de medicamentos classificados como estando em falta pela Food and Drug Administration (FDA) triplicou, passando de 61 em 2005 para 178 em 2010. Quase três quartos da escassez envolvem injetáveis estéreis, e 80% dos medicamentos escassos são genéricos. Mais da metade da escassez de drogas são devido a problemas de qualidade de fabricação.

De acordo com a AMA, os números da agência podem subestimar a extensão do problema. O FDA conta uma droga como estando em falta apenas se for "medicamente necessário", significando que não há nenhuma outra fonte substituta adequado.

Usando uma definição mais ampla que inclui qualquer droga cujo fornecimento é interrompido, a American Society of Health System Pharmacists lista mais de 200 drogas atualmente em escassez.

"Nossos pacientes estão sofrendo, incapazes de receber os medicamentos vitais que eles precisam. Os pacientes precisam ouvir dos médicos da América que se trata de uma emergência. Nós realmente precisamos de medidas concretas sobre a forma de resolver este problema", diz a dermatologista Leah S. Mc Cormack, que fala em nome da Sociedade Médica do Estado de Nova York.

Os médicos apóiam as recomendações de uma cúpula convocada em 2010 por organizações que representam os farmacêuticos, oncologistas, anestesistas e especialistas em segurança de medicamentos. Estas incluem:

- a exigência de uma notificação pública de retiradas do mercado com até um ano de antecedência;

- alterar a definição da FDA de uma "necessidade médica" de drogas em falta para expandir a autoridade de atuação da agência;

- oferecer incentivos fiscais para os fabricantes que produzem drogas críticas ou melhorar a qualidade das práticas para evitar rupturas de abastecimento;

- exigir a notificação confidencial ao FDA quando há uma única fábrica para fabricação de determinada droga.

Os delegados dirigiram a AMA a defender que a FDA ou o Congresso exijam que as empresas farmacêuticas estabeleçam um plano de continuidade de fornecimento de medicamentos e de vacinas vitais.

Em 31 de outubro, o presidente Obama emitiu uma ordem executiva que autoriza a FDA a pedir que empresas farmacêuticas voluntariamente forneçam informações sobre interrupções, atrasos, problemas de produção, de importação ou aumento inesperado na demanda que possa levar à escassez.

Impacto sobre os médicos e pacientes

Embora a escassez afete apenas uma pequena parte dos medicamentos usados nos EUA - 1% ou menos, de acordo com um relatório do Departamento de Saúde e Serviços Humanos - ela pode afetar os médicos e os pacientes gravemente, disseram os delegados. Medicamentos oncológicos e anestesiologia foram especialmente afetados pela crise.

Além de atrasos nos cuidados e custos mais altos, a escassez está levando a uma mistura prejudicial de drogas. Por exemplo, quando a morfina está em falta, a hidromorfona intravenosa é usada como substituta. Mas em alguns casos, a droga foi incorretamente prescrita com a mesma dose da morfina, levando a pelo menos duas mortes.

Os representantes da AMA descrevem ainda casos em que tiveram que atrasar o tratamento ou substituí-los por medicamentos muito mais caros que os pacientes tinham dificuldade em comprar.

"Temos pacientes nas salas de operação e em salas de recuperação por mais tempo que o necessário e tivemos problemas significativos de satisfação do paciente. Temos lidado com este problema durante a última década e mais intensamente nos últimos cinco anos", afirma a anestesiologista Jane C. Fitch, da American Society of Anesthesiologists.

Fonte: Isaude.net
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