Saúde Pública
publicado em 25/11/2011 às 11h16:00
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Termina hoje (25) em Palmas, no Tocantins, mais uma fase do programa de capacitação de profissionais em atendimento a vítimas de violência sexual. De acordo com a ginecologista Zélia Campos, " a violência sexual não deve ser vista apenas como um problema de segurança, mas também de saúde pública, tendo em vista as consequências físicas e psicológicas que essa agressão deixa em suas vítimas" .

A médica está ministrando treinamento para profissionais de ambulatórios dos municípios de Araguaína, Gurupi, Miracema, Paraíso e Porto Nacional. Ela coordena o Serviço de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual da Maternidade Municipal de Manaus (AM), unidade referência do Ministério da Saúde para capacitação em atendimento a vítimas de violência sexual no Brasil.

Segundo ela, é importante que esses profissionais sejam bem orientados sobre todas as possibilidades de atenção desse tipo porque as vítimas devem ser atendidas no prazo máximo de 72 horas após o abuso, período no qual podem ser evitadas as complicações decorrentes, como a gravidez indesejada, a contaminação pelo HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis, que " podem deixar a pessoa infértil ou com dores pélvicas pelo resto da vida" , além dos danos psicológicos, tais como a depressão e síndrome do pânico. O objetivo é formar agentes multiplicadores sobre a questão do acolhimento a essas usuárias e tornar os profissionais capazes de implantar um serviço especializado nas unidades de saúde dos municípios.

A psicóloga Loraine Seixas Ferreira está participando do treinamento e se disse muito satisfeita com todas as discussões levantadas e com os esclarecimentos que já foram ministrados até agora. Ela também acredita que um dos maiores benefícios do curso é a possibilidade de implantação de serviços de atendimento a vitimas de violência sexual em unidades de saúde do Estado, por meio dos quais esses usuários terão o atendimento mais rápido e qualificado.

A próxima fase do treinamento acontece de 28 de novembro a 2 de dezembro no Hospital e Maternidade Pública Dona Regina em Palmas.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Violência sexual    SUS    Capacitação    Atendimento    Vítimas    Consequências físicas    Problemas psicológicos    Agressão    Palmas    Tocantins   
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