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publicado em 23/11/2011 às 15h00:00
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Em um estudo publicado na revista Nature Communications, pesquisadores britânicos relataram que fazer uso do analgésico paracetamol em excesso repetidamente pode ser fatal.

Os resultados revelam o mecanismo de ação do medicamento e mostram que a overdose da droga é difícil de ser percebida, mas deve ser contornada o quanto antes, uma vez que o paciente corre o risco de sofrer falência no fígado. A descoberta pode abrir caminho para o desenvolvimento futuro de novos medicamentos contra a dor menos prejudiciais.

Pesquisadores do Kings College London, no Reino Unido, identificaram uma proteína chamada TRPA1, encontrada na superfície das células nervosas, que é uma molécula chave necessária para a ação analgésica eficaz do paracetamol.

A equipe de pesquisa usou um teste de laboratório para observar os efeitos do paracetamol em camundongos. Isto envolveu medir o número de segundos que leva para um rato retirar a pata de uma superfície ligeiramente quente. Eles descobriram que o medicamento aumentou o período de tempo que os animais permaneceram com a pata na superfície, mostrando que a droga reduz a dor induzida pelo calor.

Os cientistas então realizaram experimentos para observar o que aconteceu quando uma proteína chamada TRPA1 não estava presente em todos nos ratos. Eles descobriram que quando eles removeram a proteína e repetiram o teste, o paracetamol não mostrou efeito analgésico. Isso identifica a proteína como uma molécula-chave necessária para a eficácia do analgésico.

No entanto, o paracetamol por conta própria não ativa a proteína TRPA1. O estudo mostrou que quando o medicamento é administrado, um produto chamado NAPQI é formado na medula espinhal (onde a informação da dor é processada). Este produto também é formado no fígado e é responsável pelos efeitos colaterais tóxicos vistos após overdoses.

Além disso, eles demonstraram que outros compostos que, ao contrário NAPQI, não são tóxicos, podem ativar TPRA1 na medula espinhal quando injetados em camundongos. Porque estes compostos não são reativos, eles são menos propensos a ser prejudiciais ao fígado.

"O que vimos nos ratos foi de que o produto formado a partir do paracetamol estimula uma proteína encontrada na superfície das células nervosas chamadas TRPA1. Quando esta proteína é ativada, ela interfere na transmissão de informações da célula nervosa a outras células nervosas, que, normalmente, enviam um sinal para o cérebro, sinalizando dor", explicam os autores.

Segundo a equipe, se eles puderem identificar outros compostos analgésicos semelhantes ao paracetamol que usam a mesma via TRPA1 para evitar os sinais de dor enviados pelas células nervosas até o cérebro, é possível que eles encontrem um composto que não tem efeitos tóxicos no fígado e reduz o risco de overdose.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Paracetamol    Analgésico    TRPA1    Kings College London    Nature Communications   
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