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publicado em 19/11/2011 às 15h58:00
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Gays, lésbicas, bissexuais e transexuais idosos enfrentam taxas mais altas de deficiência, sofrimento físico e mental e falta de acesso aos serviços de saúde. É o que aponta estudo sobre o envelhecimento e a saúde nessas comunidades desenvolvido na Faculdade de Serviço Social da University of Washington, nos Estados Unidos.

Pesquisa liderada por Karen Fredriksen-Goldsen indica que estratégias de prevenção e de intervenção devem ser desenvolvidas para atender as necessidades exclusivas destes idosos, cujo número deverá duplicar para mais de 4 milhões até 2030.

"As taxas mais elevadas de envelhecimento e de disparidades de saúde entre lésbicas, gays, bissexuais e transexuais idosos é uma grande preocupação para a saúde pública. As disparidades de saúde refletem o contexto histórico e social de suas vidas, e as adversidades graves que eles encontraram podem comprometer sua saúde e disposição para procurar os serviços na velhice", disse Fredriksen-Goldsen.

O estudo destaca como estes adultos têm circunstâncias únicas, como o medo da discriminação e, muitas vezes, a falta de filhos para ajudá-los. Lares para idosos, transporte, serviços jurídicos, grupos de apoio e eventos sociais foram os serviços necessários mais comumente citados na comunidade LGBT, de acordo com o estudo.

Fredriksen-Goldsen e seus co-autores pesquisaram 2.560 lésbicas, gays, bissexuais e transexuais com idade entre 50 e 95 anos nos Estados Unidos. Os pesquisadores descobriram que os participantes do estudo apresentaram as maiores taxas de depressão, deficiência e solidão e uma probabilidade maior de fumar e beber em comparação com os heterossexuais de idades similares.

Estes idosos também estão em maior risco de isolamento social, que está "ligado às saúdes mental e física fracas, ao comprometimento cognitivo, às doenças crônicas e à morte prematura", Fredriksen-Goldsen disse. Os participantes do estudo eram mais propensos a viverem sozinhos e menos propensos a ter um parceiro ou a serem casados do que os heterossexuais, o que poderia resultar em menos apoio social e segurança financeira à medida com que envelhecem.

Histórias de vitimização e discriminação por causa da orientação sexual ou identidade de gênero também contribuem para a saúde fraca. O estudo mostrou que 80% deles tinham sido vitimados pelo menos uma vez durante suas vidas, incluindo agressões verbais e físicas, ameaças de violência física e de ser "tirado do armário", e tiveram seus bens danificados. Vinte e um por cento dos entrevistados disseram que foram demitidos de um trabalho por causa de sua orientação sexual ou identidade de gênero. Quase quatro em cada 10 tinham pensado em suicídio em algum momento. Vinte e um por cento dos entrevistados não contaram a seus médicos sobre sua orientação sexual ou identidade de gênero por medo de receber cuidados de saúde inferiores ou de serem afastados dos serviços, o que 13% dos inquiridos já tinham sofrido. Como um entrevistado, um homem homossexual de 67 anos disse, "Fui aconselhado pelo meu médico de atenção primária para não fazer meu exame de HIV lá, mas sim fazê-lo anonimamente, porque ele sabia que eles faziam discriminação".

A falta de abertura sobre a sexualidade "evita discussões sobre a saúde sexual, o risco de câncer de mama ou de próstata, a hepatite, o risco de HIV, a terapia hormonal ou outros fatores de risco", Fredriksen-Goldsen disse.

A boa notícia? "Os adultos mais velhos do grupo LGBT são resistentes e estão vivendo suas vidas e construindo suas comunidades", Fredriksen-Goldsen disse. Dos entrevistados do estudo, 91% relataram realizar atividades relacionadas ao bem-estar como a meditação e 82% disseram que se exercitam regularmente. Quase todos - 90% deles - se sentiam bem em pertencer às suas comunidades. E 38% afirmaram que frequentavam serviços espirituais ou religiosos, indicando um convívio social promissor.

As conexões sociais são fundamentais, o estudo observou porque, ao contrário de seus colegas heterossexuais, a maioria dos idosos lésbicas, gays, bissexuais e transexuais dependem fortemente de parceiros e amigos da mesma idade para prestar assistência à medida em que envelhecem. Apesar de os laços sociais serem essenciais, pode haver limites para a capacidade destes idosos para "conseguir cuidados a longo prazo, especialmente se a tomada de decisões for necessária para os idosos que os recebem", disse Fredriksen-Goldsen.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Lésbicas    Gays    Bissexuais    Ransgender    Fredriksen-Goldsen    University of Washington   
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