O governo brasileiro vai financiar uma qualificação para que médicos formados em Cuba possam atuar no Brasil. De acordo com informações divulgadas pela Agência Estado, a ação tem por objetivo facilitar a revalidação dos diplomas oferecendo para esses profissionais, sem custo, reforço em universidades brasileiras com assuntos que não foram abordados na graduação cubana, como noções do SUS (Sistema Único de Saúde). O curso seria dado antes da prova para reconhecimento de diploma.
Sem a validação, profissionais não podem trabalhar no Brasil. Atualmente, para ter autorização de exercício profissional, médicos formados em outros países precisam passar por um exame organizado nacionalmente, o Revalida, ou se submeter a provas feitas por algumas universidades federais, que não aderiram ao exame nacional. Com o curso de reforço, médicos brasileiros formados em Cuba teriam mais chances de serem bem sucedidos no exame de validação.
Assinado em setembro durante uma visita do ministro da Saúde Alexandre Padilha a Cuba, o acordo entre universidades estaduais e a ELAM (Escola Latino-Americana de Medicina), de Cuba, permite ainda que durante o período de aperfeiçoamento, profissionais trabalhem numa espécie de estágio.
Entre as instituições que já trabalham na implantação do curso está a Universidade Estadual de Santa Cruz, na Bahia. Além das aulas teóricas e práticas, os formados receberiam, no período de 10 meses do curso, uma espécie de bolsa de ajuda de custo, no valor de R$ 1.240,00.