Pesquisadores do Vanderbilt University Medical Center, nos Estados Unidos, trabalham em um projeto que tem por objetivo aplicar testes genômicos na prescrição de drogas.
A abordagem pode ajudar médicos a determinar qual medicamento funciona melhor para seus pacientes.
A equipe acredita que, conforme a lista de interações entre genes e medicamentos conhecidas continua a crescer, a análise do material genético de um paciente para variações que afetam sua resposta à droga pode em breve se tornar um pré-requisito para a prescrição de remédios.
Poucos médicos, no entanto, têm acesso aos serviços de testes genômicos que poderiam ajudá-los a determinar o melhor medicamento hoje em dia.
Para superar este obstáculo, a equipe de pesquisa está dando continuidade a um programa de medicina personalizada lançado no ano passado que alerta os médicos se seus pacientes têm variações genéticas que podem afetar a sua resposta à droga anti-plaquetária clopidogrel.
O objetivo da pesquisa atual é desenvolver um relatório de testes genômicos com apoio de práticas clínicas, educacionais e laboratoriais que poderia ser amplamente divulgado.
Desde setembro de 2010, os pesquisadores mediram as variações genéticas de mais de 3 mil pacientes para avaliar a influência sobre a resposta à clopidogrel. Variações foram identificadas em cerca de 700 pacientes, e uma droga alternativa foi recomendada pelos médicos.
O programa está sendo aplicado também aos anticoagulantes varfarina e sinvastatina e à forma genérica da estatina, o Zocor.
O U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), que forneceram concessão para o estudo, reconheceram que o relatório sobre variação genética exigirá novas abordagens para a entrega de informações e apoio clínico para a interpretação e tomada de decisão.