Ciência e Tecnologia
publicado em 11/11/2011 às 09h37:00
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Foto: Marsha Miller/University of Texas at Austin
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Pierce-Shimomura, líder do estudo utilizando método chamado optogenética para estudar vermes C. elegans Na imagem Nematóides com sua estrutura genética conservada
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Pierce-Shimomura, líder do estudo utilizando método chamado optogenética para estudar vermes C. elegans "parkinsonianos"
"É muito simples trabalhar com esses vermes e podemos examinar um grande número de drogas em pouco tempo", diz Pierce-Shimomura
Na imagem Nematóides com sua estrutura genética conservada

Pesquisadores da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, desenvolveram um teste simples utilizando vermes deficientes em dopamina para identificar medicamentos que podem ajudar as pessoas com doença de Parkinson.

O novo teste é baseado na dificuldade que estes vermes C. elegans "parkinsonianos" têm em alterar a forma de locomoção de nadar para rastejar quando são levados para fora da água.

Assista aqui o vídeo com Jon Pierce-Shimomura descrevendo a ação dos vermes "parkinsonianos".

Os vermes podem rastejar bem. "Eles entram em uma poça d'água e podem nadar bem. Mas assim que a poça acaba eles caem. Em alguns casos um indivíduo permanece rígido por cerca de meia hora", explica o professor de neurobiologia Jon Pierce-Shimomura.

Pierce-Shimomura liderou uma equipe de pesquisadores para identificar esse problema de "troca motora" em vermes como acontece em humanos. "É como se levantar de uma cadeira ou caminhar de um lugar a outro. As pessoas com Parkinson sofrem com isso. Eles congelam. Parece que temos um modelo de verme muito simples para isso agora", observa o pesquisador.

Para identificar terapias em potencial, pesquisadores começaram com vermes que foram modificados para serem deficientes na produção de dopamina. É a perda de células produtoras de dopamina no cérebro que causa a doença de Parkinson em seres humanos.

Os vermes modificados passaram pelos mesmos passos que levam à imobilidade, mas na presença de uma droga.

Se os animais ficavam imóveis como normalmente acontece quando a água é removida, os pesquisadores passam para a próxima droga. Mas se de alguma forma a droga ajudava os cérebros dos vermes a superar a deficiência de dopamina e mudar para o rastejamento, isso mostrava um potencial terapêutico.

Segundo Pierce-Shimomura, embora os seres humanos tenham um sistema nervoso muito mais complexo do que os vermes, as duas espécies compartilham uma "antiga e conservada" estrutura genética dos sistemas dopaminérgicos. O que funciona para superar uma deficiência de dopamina nos vermes pode agir de forma semelhante em seres humanos, e pode ser testado nos vermes com uma velocidade extraordinária.

Os vermes são capazes de avaliar cerca de mil potenciais drogas por ano. Com verbas federais que receberam, os pesquisadores podem aumentar esse número para um milhão de testes de drogas por ano.

A equipe já começou a testar drogas potenciais para o Parkinson. Até agora eles descobriram um composto que apresenta efeitos promissores nos vermes. O composto especial já foi aprovado para uso em seres humanos para o tratamento de outra condição. "É muito simples trabalhar com esses vermes e podemos examinar um grande número de drogas em pouco tempo", conclui Pierce-Shimomura.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Parkinson    Verme    Locomoção    Universidade do Texas    Jon Pierce-Shimomura   
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