Saúde Pública
publicado em 09/11/2011 às 12h33:00
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O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, apresentou, na Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados, um relatório com o atual panorama da presença do crack nas cidades brasileiras. De acordo com a pesquisa, a área da Saúde é a mais afetada pela disseminação da droga. Dos mais de 4,4 mil municípios que constam no levantamento, 63,7% responderam que a circulação de crack agravou problemas no sistema de saúde, com destaque para aumento da violência, baixo rendimento e evasão nas escolas e abandono da vida familiar e social.

Paulo Ziulkoski afirma que a falta de recursos para prevenção e tratamento agrava a situação. O presidente da CNM cobrou uma política nacional integrada no combate ao crack, para que a responsabilidade não recaia apenas sobre os municípios. "Não há estrutura. Os municípios estão dentro do possível enfrentando, com muita dificuldade, as consequências. E não há fonte de financiamento, não há uma discussão. Os nossos dados estão sendo trazidos para que a sociedade e as estruturas de poder, principalmente União e estados, possam discutir questões para esse enfrentamento".

O presidente da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), explica que não há ainda uma política consolidada de enfrentamento ao crack, porque as ações começaram a ser articuladas nesse ano. "Nós estamos criando e destravando um país para ter condições de fazer esse enfrentamento. Isso hoje não existe. Na verdade, não existe nada do Estado brasileiro, dos municípios, dos estados para fazer esse enfrentamento. Durante este ano, a presidenta Dilma tratou isso com muita prioridade e a gente começou a fazer o dever de casa para colocar uma política de pé. Estamos criando os mecanismo para que, de fato, possa haver uma política de Estado para o enfrentamento em relação às drogas".

Segundo Reginaldo Lopes, no final deste mês serão entregues indicações à presidente Dilma e alguns projetos de lei na Câmara sobre o tema. O deputado afirma que a Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas já tem conhecimento da pesquisa feita pela Confederação dos Municípios e que toda colaboração é necessária. "O enfrentamento às drogas tem que ser uma responsabilidade de toda a sociedade brasileira. Dos três entes da federação, dos Três Poderes, do setor privado, da sociedade civil organizada. É um multirão, é um movimento para fazermos esse enfrentamento", destacou.

O número de usuários a nível nacional não foi estimado na pesquisa, que contém dados de 79% dos municípios brasileiros. A previsão é de que o dado seja divulgado pela Confederação Nacional de Municípios em março do próximo ano.

Fonte: Isaude.net
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