Ciência e Tecnologia
publicado em 09/11/2011 às 14h45:00
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Foto: Kelvin Ma/Tufts University
Catherine K. Kuo trabalha em seu laboratório no Science and Technology Center na Tufts University
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Catherine K. Kuo trabalha em seu laboratório no Science and Technology Center na Tufts University

Projeto conduzido na Tufts University, nos Estados Unidos, desenvolveu um modelo em tecido vivo para estudar os defeitos congênitos. A técnica, criada pela pesquisadora Catherine K. Kuo tem potencial para fornecer nova compreensão sobre os fatores que contribuem para defeitos ortopédicos que ocorrem no útero, como pé torto.

Em seus experimentos, Kuo vai usar tendões embrionários vivos modificados para ver como movimentos musculares do feto em desenvolvimento - como, por exemplo, chutar - pode influenciar o desenvolvimento musculoesquelético anormal no embrião.

Atualmente os pesquisadores não sabem até que ponto a atividade muscular contribui para defeitos de nascimento. "Eu escolhi o tendão como um tecido modelo para o estudo em função de seu papel crítico na transmissão de força e estabilização articular em um sistema musculoesquelético normal", explica Kuo.

Engenharia de tecidos

Para a pesquisa, Kuo vai criar tecidos do tendão em laboratório a partir de células de embriões de camundongos e pintinhos. "É muito difícil de estudar o tecido em desenvolvimento, neste caso, o tendão, no interior do corpo e, especialmente, no útero", ressalta a pesquisadora.

Após semear células embrionárias vivas em uma armação porosa, biodegradável e sintética, essa armação é colocada em um biorreator rico em nutrientes, onde cresce e se torna tecido vivo.

O tendão vivo vai ser sujeitado a forças que imitam o movimento muscular, como a flexão, que ocorre durante o chute. Usando essa abordagem, Kuo vai estudar o que acontece quando as células estão se formando em tendões constantemente expostos ao alongamento, torção e outras forças.

Além de entender como a rigidez do tecido e o movimento afetam o desenvolvimento das células, Kuo planeja investigar também como um tecido com rigidez anormal pode influenciar o desenvolvimento embrionário. "Testando tecidos normais e anormais em laboratório podemos realizar grandes estudos sistemáticos para examinar os efeitos de diferentes terapias sobre defeitos congênitos", afirma.

A pesquisa também tem o objetivo de descobrir se o ' treinamento' de células embrionárias ou fetais em um biorreator podem devolver a função normal ao tecido defeituoso.

Fonte: Isaude.net
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