Ciência e Tecnologia
publicado em 09/11/2011 às 09h50:00
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Um anticorpo monoclonal dado a pacientes com o vírus da hepatite crônica C (HCV) submetidos a transplante hepático é capaz de suprimir o vírus por, pelo menos, uma semana após o transplante e atrasar o tempo para o rebote da carga viral. É o que mostra resultado do estudo fase 2 randomizado, duplo-cego e controlado por placebo desenvolvido pela MassBiologics da University of Massachusetts Medical School (UMMS), nos Estados Unidos.

"O desafio para os pacientes com doença hepática por HCV em estágio final é que o transplante não é uma cura. Como o vírus permanece na corrente sanguínea, o fígado novo acaba sendo infectado com o vírus da hepatite C. Estes resultados mostram que um anticorpo monoclonal humano que ataque o vírus da hepatite C pode reduzir significativamente a carga viral nos pacientes infectados que recebem transplantes de fígado e é um avanço no sentido de eliminar o vírus para que o novo fígado não se torne cronicamente infectado", disse Deborah C. Molrine, vice-diretora de assuntos clínicos e regulamentares na MassBiologics.

Os pacientes incluídos no estudo foram tratados com um total de 11 infusões intravenosas de anticorpo monoclonal humano, chamado MBL-HCV1, antes, durante e após a cirurgia ou com um placebo (solução salina). As primeiras três infusões foram administradas no dia do transplante seguida por uma infusão diária na primeira semana depois da cirurgia e uma perfusão final foi feita 14 dias após transplante. Dos 11 pacientes incluídos na primeira parte do ensaio, seis receberam o anticorpo MBL-HCV1. "O compromisso da equipe de transplante em cada local participante da pesquisa garantiu a aplicação das infusões múltiplas acordo com o cronograma e todas as perfusões foram bem toleradas pelos pacientes. As infusões não aumentaram a permanência do paciente no hospital" disse Fredric Gordon, diretor médico de transplante de fígado no Lahey Clinic Medical Center.

O grupo de pacientes que receberam o anticorpo monoclonal teve uma redução significativamente maior na carga viral em relação aos níveis pré-transplante entre o terceiro e o sexto dia pós-transplante em comparação com os pacientes que receberam o placebo. A carga viral de um paciente caiu abaixo do limite detecção começando no segundo dia após transplante e não teve um rebote viral até o 35° dia após o transplante.

"Como o vírus HCV é propenso a mutações, os pacientes desenvolvem variantes do vírus que podem escapar do efeito de um único tipo de tratamento. Na próxima fase do estudo, pretendemos combinar o anticorpo monoclonal com outro agente antiviral HCV para ver se a atividade dos dois medicamentos contra o vírus resulta na supressão ainda maior, ou até na depuração do vírus", disse Molrine.

O HCV danifica o fígado e é a principal indicação para transplante fígado, é diagnosticado em cerca de metade dos 6 mil pacientes que recebem transplantes fígado a cada ano nos Estados Unidos. De acordo com o U. S. Centers for Disease Control and Prevention, 3,2 milhões de americanos estão cronicamente infectados com HCV e aproximadamente 10 mil morrem anualmente da doença. Globalmente, estima-se que cerca de 170 milhões de pessoas sofram de infecção por HCV.

Para os pacientes em estágio final de doença hepática por infecção pelo HCV, o transplante hepático é a única opção. Embora possa ser um tratamento para salvar vidas, o transplante não cura a doença. Em quase todos os casos, o novo fígado do paciente acaba sendo infectado pelo HCV porque o vírus permanece na corrente sanguínea do paciente durante a cirurgia. O progresso do HCV recorrente acelera-se após transplante e até 20% dos pacientes transplantados desenvolvem cirrose dentro cinco anos. Infelizmente, as drogas antivirais padrão atualmente usadas para tratar o HCV antes do início da fase final da doença hepática são mal toleradas após o transplante de fígado, deixando estes pacientes com poucas opções.

"A capacidade de prevenir a infecção do aloenxerto utilizando estratégias como a imunoprofilaxia teria um enorme impacto sobre os resultados do transplante de fígado para HCV", disse Raymond T. Chung, diretor de hepatologia do Hospital Geral de Massachusetts.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Transplante    Transplante de fígado    Carga viral    Hepatite C    Anticorpo monoclonal    Rebote viral   
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