Ciência e Tecnologia
publicado em 05/11/2011 às 07h28:00
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Foto: Texas Child
Huda Zoghbi (a esq.), líder da pesquisa
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Huda Zoghbi (a esq.), líder da pesquisa

Cientistas do Baylor College of Medicine, nos Estados Unidos, descobriram que o exercício físico aumenta o tempo de vida de ratos com uma doença neurodegenerativa chamada ataxia espinocerebelar 1 (SCA1).

Resultados do estudo abrem caminho para o desenvolvimento de novas terapias para tratar doença hereditária que não têm cura.

O SCA1 ocorre quando uma mutação no gene de uma proteína chamada ataxin1 repete inúmeras vezes a sequencia CAG de DNA (citosina, adenina, guanina), o código genético para um aminoácido chamado glutamina. A condição primeiro afeta o andar e as habilidades motoras, em seguida, a deglutição, fala, cognição e, eventualmente, leva à morte.

Para o estudo, os pesquisadores criaram um programa leve de exercícios para os camundongos afetados pela doença. Eles descobriram que um breve período de exercício no início da vida teve um efeito em longo prazo sobre a sobrevivência dos animais.

A descoberta despertou o interesse dos pesquisadores e eles então começaram a explorar o que aconteceu dentro dos neurônios.

O exercício aumentou um fator de crescimento que, por sua vez reduziu um caminho particular que envolve uma parceira da proteína ataxin1 chamada Capicua. Quando os níveis de Capicua estão reduzidos em ratos portadores de ataxin1 mutante, vários sintomas foram melhorados, incluindo a coordenação motora e déficits de memória.

Em ratos com SCA1, certos neurônios do cerebelo são geralmente destruídos, mas muitos destes foram poupados quando Capicua foi reduzida. Além disso, camundongos doentes e com níveis reduzidos de Capicua eram menos propensos a perder peso e viveram mais tempo, assim como os ratos que se exercitaram.

Segundo os pesquisadores, a descoberta abre a possibilidade de muitos mais estudos, que podem ser traduzidos para seres humanos com a doença.

No entanto, eles ressaltam que mais estudos são necessários para confirmar que tipos de exercícios são mais úteis, atividades mais leves ou mais vigorosas. "Ter mostrado que a diminuição de Capicua melhora os sintomas levanta a questão se separar ataxin1 mutante e Capicua também suprime os sintomas. Este trabalho nos levou a um caminho molecular que pode ajudar a vencer a doença. É como uma cebola. Estamos retirando as camadas para chegar ao núcleo e compreender todos os detalhes que contribuem para a condição", diz a pesquisadora Huda Zoghbi.

Fonte: Isaude.net
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