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publicado em 03/11/2011 às 11h07:00
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Pesquisadores da Universidade de Bristol, no Reino Unido, estão utilizando ferramentas de mídia social para detectar e monitorar surtos de doenças e fenômenos naturais.

Os resultados iniciais revelam que dados publicados em redes sociais como o Facebook e serviços de microblogging como o Twitter podem ajudar a estabelecer o cenário da saúde no Reino Unido.

A pesquisa, liderada pelo professor Nello Cristianini, utilizou posts de usuários no Twitter como dados para investigar dois estudos de caso.

O primeiro estudo observou os níveis de chuva em um determinado local e hora. O segundo coletou taxas regionais de síndrome gripal de tweets para descobrir se uma epidemia estava surgindo.

O trabalho se baseou em pesquisas anteriores que relataram uma metodologia que utilizava os tweets para acompanhar as taxas de síndrome gripal em várias regiões do Reino Unido. A pesquisa demonstrou também uma ferramenta, o Flu Detector, que usa o conteúdo do Twitter para mapear as taxas atuais de gripe em várias regiões do Reino Unido.

O Twitter, em particular, incentivou seus 200 milhões de usuários em todo o mundo a fazer seus posts publicamente disponíveis, bem como com disponibilizar a localização do usuário. Segundo os pesquisadores, isto levou a uma nova onda de experimentação e pesquisa através de um fluxo de informação independente.

"Nossa pesquisa demonstrou um método usando o conteúdo do Twitter para acompanhar um evento, quando ele ocorre e sua dimensão. Fomos capazes de transformar os posts do usuário em tópicos específicos que nos ajudaram a monitorar as condições de saúde", revela Cristianini.

Durante vários meses, os pesquisadores foram capazes de reunir um banco de dados de mais de 50 milhões tweets geo-localizados, o que poderia então ser comparado com dados oficiais do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido sobre a incidência da gripe, por região.

A equipe implantou algoritmos de aprendizado em máquina que automaticamente descobriam quais palavras-chave no banco de dados de tweets eram associadas com níveis elevados de gripe. Dessa forma, eles foram capazes de criar um modelo preditivo que transformou a incidência de palavras-chave em tweets em uma estimativa da gravidade da gripe nessa área.

Embora seja verdade que os usuários do Twitter não representem a população em geral, este estudo indica que a ferramenta pode ser usada para monitorar um evento.

Os pesquisadores acreditam que trabalhos futuros poderiam ser focados em melhorar vários subtarefas na metodologia, permitindo aos investigadores se tornarem cada vez mais especialistas em situações de identificação, tais como um surto de gripe ou fenômenos naturais.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Mídia social    Redes sociais    Surtos de doenças    Facebook    Twitter    Universidade de Bristol    Nello Cristianini   
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