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publicado em 28/10/2011 às 09h30:00
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Foto: Phil Jones/GHSU
Dr. Sharad Ghamande, chefe da Seção de Oncologia Ginecológica da Georgia Health Sciences University
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Dr. Sharad Ghamande, chefe da Seção de Oncologia Ginecológica da Georgia Health Sciences University

T erapia desenvolvida por pesquisadores da Georgia Health Sciences University, nos Estados Unidos, utiliza ácido fólico, ou folato, para aumentar a sobrevivência de pacientes com câncer de ovário recorrente.

A terapia usa os receptores de folato nas células do câncer como uma espécie de porta da entrada unindo uma substância atraída pelos receptores com um agente quimioterápico muito tóxico para ser entregue de forma sistêmica.

A combinação, chamada EC145, entrega um alcalóide de Vinca diretamente no interior das células de câncer e melhora a eficácia reduzindo os efeitos colaterais especialmente em mulheres que expressam receptores de folato em excesso. Uma abordagem similar de unir o folato a uma droga que faz com que os receptores brilhem, permite aos médicos ver quantos receptores folato estão presentes e quais seriam os melhores candidatos ao tratamento.

Um grande número de receptores de folato geralmente indica que o câncer de ovário é mais agressivos, bem como uma variedade de outros tipos de câncer, como mama, pulmão e rim.

Os pesquisadores esperam que a nova abordagem permita um maior tempo de vida para mulheres resistentes às terapias atuais, como a platina.

Drogas baseadas em platina são o padrão de tratamento para câncer de ovário, que normalmente é diagnosticado em estágios avançados, porque não há um bom teste de triagem, como o papanicolau para o câncer cervical.

Após a cirurgia e uma rodada de quimioterapia, a maioria das mulheres entra em remissão, mas esse estado geralmente tem curta duração: cerca de 70% das pacientes apresenta reincidência em dois anos. Os médicos hoje em dia, muitas vezes unem agentes quimioterápicos com agentes biológicos que sustentam a resposta imune para tentar melhorar os resultados. Quando as mulheres sofrem recaída ou, inevitavelmente, se tornam resistentes à platina, elas recebem o agente quimioterápico DOXIL.

O estudo comparou as mulheres que recebem DOXIL àquelas que recebem DOXIL e EC145. Os pesquisadores descobriram que aquelas com mais receptores de folato nas células de câncer se beneficiaram mais da nova terapia. A sobrevivência livre de progressão foi de 6,6 a 24 semanas, uma melhoria de 72% na terapia padrão.

Folato, ou ácido fólico, é uma vitamina B que compõe o metabolismo celular e a síntese e reparo do DNA. Células cancerosas, que estão constantemente se multiplicando e adaptando precisam mais da vitamina do que as células saudáveis.

Baseados nos resultados positivos, a equipe agora planeja realizar um estudo de maior porte para comprovar a eficácia da nova terapia.

Fonte: Georgias Health Sciences Univ
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