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publicado em 26/10/2011 às 08h49:00
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Foto: Duke Medicine
Segundo o autor do estudo, Vance Fowler, resultados podem levar a um novo protocolo para determinar o risco de infecções graves relacionadas com biofilme de pacientes com próteses
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Segundo o autor do estudo, Vance Fowler, resultados podem levar a um novo protocolo para determinar o risco de infecções graves relacionadas com biofilme de pacientes com próteses

Pesquisadores da Duke University, nos Estados Unidos, descobriram uma diferença genética que leva certas estirpes da bactéria Staphylococcus aureus (SA) a infectar dispositivos cardíacos implantados.

Os resultados revelam que algumas cepas bacterianas possuem alterações que facilitam a ligação com uma substância pegajosa humana chamada fibronectina, que circula no sangue e adere às superfícies de dispositivos como marca-passos.

Bactérias estafilococos têm moléculas de ligação com fibronectina e se unem a moléculas humanas para estabelecer uma infecção no dispositivo implantado. Uma vez estabelecidas, estas infecções são difíceis ou impossíveis de serem curadas sem que haja a remoção do dispositivo. "Esperamos que os resultados sejam relevantes para a maioria dos dispositivos implantados. A diferença é que os dispositivos cardíacos estão em contato direto com a corrente sanguínea e, portanto, com fibronectina, por isso precisamos fazer um trabalho ainda maior para esclarecer a descoberta", afirma o coautor da pesquisa, Vance Fowler.

A equipe descobriu que nem todas as SA são iguais no que diz respeito à ligação com a fibronectina. "Identificamos diferentes SAs isoladas a partir do sangue dos pacientes. Todos os pacientes tinham SA, mas alguns dos dispositivos cardíacos foram infectados e alguns não foram, e queríamos saber o porquê", observa Fowler.

Trabalhando com o pesquisador Steven K. Lower, da Oregon State University, nos Estados Unidos, a equipe sequenciou regiões de ligação do gene que codifica proteína de ligação com a fibronectina das bactérias.

Eles descobriram que SA com três diferenças específica em uma letra do DNA foram significativamente mais comuns no grupo de dispositivos cardíacos infectados. As bactérias infecciosas tinham entre uma e três mudanças. A equipe de pesquisa também verificou que a capacidade de se vincular era mais forte nas três cepas SA encontradas no grupo infectado.

Segundo os pesquisadores, a pesquisa pode levar a um novo protocolo para determinar o risco de infecções graves relacionadas com biofilme de pacientes com próteses ou pacientes que estão pensando em implantes cirúrgicos. "Por exemplo, poderíamos obter uma cultura de S. aureus a partir da pele de um paciente e determinar o risco de uma infecção, usando os métodos que descrevemos na pesquisa", explica Lower.

A equipe de pesquisa utilizou modelos dinâmicos da interação entre a proteína e os polimorfos SA de interesse.

Usando um computador poderoso, os pesquisadores descobriram que três diferenças no DNA foram associadas com a capacidade SA para formar mais vínculos químicos com a substância humana. Essas cepas de SA tiveram um aumento do número de ligações de hidrogênio entre a fibronectina, nas pessoas e da proteína de ligação com a fibronectina, na bactéria.

Os pesquisadores acreditam que agora têm uma explicação plausível do porquê a biologia especial de algumas bactérias SA afeta o risco de infecções. "Temos, a partir desse estudo, uma base para trabalhar em estratégias de prevenção", conclui Lower.

Fonte: DUKE SCHOOL OF MEDICINE
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