Saúde Pública
publicado em 24/10/2011 às 17h21:00
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Foto: Antonio Scarpinetti/Ascom/Unicamp
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Poluição no rio Tietê, na altura da cidade de Bom Jesus de Pirapora Cláudia Longo, coordenadora da pesquisa e o aluno Haroldo Oliveira, coautor da pesquisa
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Poluição no rio Tietê, na altura da cidade de Bom Jesus de Pirapora
Cláudia Longo, coordenadora da pesquisa e o aluno Haroldo Oliveira, coautor da pesquisa

O grupo de Fotoeletroquímica & Conversão de Energia, coordenado pela professora Cláudia Longo, do Instituto de Química (IQ) da Unicamp, desenvolveu uma tecnologia que utiliza energia solar e eletrodos para destruir poluentes e purificar água. O sistema traz uma alternativa sustentável e economicamente viável para eliminar compostos orgânicos da água. Dados da ONU revelam que 2,6 bilhões de pessoas no mundo vivem sem acesso a saneamento adequado.

De acordo com a professora Cláudia Longo, os resultados obtidos nos experimentos realizados em escala laboratorial são promissores e indicam que o sistema pode ser aprimorado para promover melhor condição de vida para a população. O aperfeiçoamento pode viabilizar a utilização dessa tecnologia para a etapa final do tratamento de efluentes industriais. " Também poderá ser utilizada para a purificação da água consumida por pessoas que vivem em regiões sem acesso a saneamento básico" , aponta.

A pesquisa vem sendo desenvolvida desde 2004. Os estudos foram realizados no âmbito do projeto de mestrado de Haroldo Gregório de Oliveira - coautor do pedido de patente depositado junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) - que atualmente desenvolve o doutorado na área.

O sistema consiste na conexão de um eletrodo de TiO2 a células solares, resultando na combinação de duas aplicações da conversão da energia solar por meio de semicondutores. Como explica Cláudia, a primeira aplicação resultante é a conversão em energia elétrica. A outra se refere à purificação da água. O diferencial do trabalho é a combinação das duas, tornando o processo mais eficiente. Os atuais tratamentos de efluentes possuem custos elevados e demandam longo período para a descontaminação. Outro fator é a baixa eficácia para eliminar diversos poluentes orgânicos solúveis, tais como fenol, pesticidas, corantes e medicamentos. Estes poluentes permanecem no ambiente por longos períodos, já que não são biodegradáveis.

Os testes em laboratório mostraram resultados animadores. Os primeiros experimentos foram realizados sob irradiação solar direta; posteriormente, os pesquisadores utilizaram um simulador solar, eficiente e de baixo custo, com intensidade semelhante à obtida sob o sol do meio dia e que permite o controle de temperatura e intensidade da radiação.

O fenol, considerado um poluente persistente, sofreu degradação de 78% após três horas sob irradiação no simulador solar; após seis horas, mais de 90% do poluente foi mineralizado. As substâncias investigadas incluem, além do fenol, o corante Rodamina 6G (utilizado na indústria têxtil) e os fármacos paracetamol e estradiol.

O sistema também tem grande potencial para desinfecção de água contaminada por bactérias. Já foi estabelecida uma colaboração com o professor José Roberto Guimarães, do Departamento de Saneamento e Ambiente da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC) da Unicamp, e espera-se que novos estudantes integrem o grupo para desenvolver o projeto.

Com a possibilidade de ampliação dos testes e aperfeiçoamento do sistema, o trabalho pode ter aplicação na etapa final do tratamento de efluentes de indústrias têxteis, papel e celulose, petroquímicas e agrotóxicos, bem como companhias de água e esgoto, shopping centers, entre outros. Cláudia ressalta ainda que o sistema aperfeiçoado também pode ser utilizado para purificação de água em comunidades afastadas, não atendidas pelo serviço básico de saneamento, eliminando contaminantes resistentes a tratamentos convencionais.

Outra vantagem do sistema é o fato de ser autossuficiente do ponto de vista energético, devido à utilização de radiação solar. Além disso o sistema é de baixo custo e sustentável, ou seja, não poluente, não exige adição de insumos e não gera resíduos.

Fonte: Isaude.net
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