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publicado em 20/10/2011 às 15h07:00
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Método canguru mostra eficácia para ajudar bebês a enfrentarem episodios de dor intensa
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Método canguru mostra eficácia para ajudar bebês a enfrentarem episodios de dor intensa

O contato entre mãe e bebê prematuro a partir da posição canguru reduz a dor do recém-nascido. Segundo pesquisa realizada pela enfermeira Thaíla Corrêa Castral, na Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP, quando mãe e bebê ficam mais tempo próximos foi constatado que o bebê sente menos dor. " A posição canguru permite o contato pele a pele. Isso, na prática, significa que o bebê está só de frauda, em uma posição vertical, entre os seios da mãe. Esta fica só de avental, deixando o colo livre para o contato com a criança" , explica Thaíla.

As expressões faciais, o choro do recém-nascido e uma análise psicológica do quadro da mãe permitiram constatar que o estresse materno pode interferir na regulação da dor e no estresse do próprio bebê, influenciando o desenvolvimento da criança, já que esse estado afeta os níveis de cortisol no organismo da gestante e altera a frequência cardíaca do feto. " Foi uma surpresa perceber que, quanto maior o cortisol da mãe, menor a frequência cardíaca do bebê. Pensamos que seria o contrário: quanto mais estressada estivesse a mãe, mais acelerado ficasse o coração do bebê" , aponta Thaíla. O canguru pode ser um dos fatores que está moderando isso, aponta a pesquisa como hipótese.

A pesquisa foi realizada com 42 mães e bebês, recrutadas no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (HCFMRP). O momento de dor analisado foi o Teste do Pezinho, feito entre três e sete dias após o parto e repetido após um mês no caso dos prematuros. Todos os bebês foram colocados na posição canguru por 15 minutos antes da coleta de sangue do calcanhar, permaneceram na posição durante o exame e por mais 15 minutos depois do procedimento.

Thaíla realizou filmagens da expressão facial dos bebês durante a coleta do sangue, enquanto psicólogas avaliaram o estado emocional e humor das mães por meio de entrevistas, dentro de uma semana após a coleta de sangue. As filmagens passavam por uma microanálise. A expressão facial foi codificada por meio da Neonatal Facial Coding System (Sistema de Codificação da Mímica Facial Neonatal), que estabelece algumas expressões específicas indicativas de dor como, por exemplo, o sulco labial aprofundado ou a proeminência das sobrancelhas. O bebê recebe uma pontuação final, baseado na porcentagem de tempo que ele fez a expressão de dor, no tempo de choro e na média da frequência cardíaca neonatal.

O comportamento da mãe foi codificado com a escala Maternal Mood and Behavior during her Infant Pain Coding System (Sistema de Codificação do Humor e Comportamento Materno Durante a Dor do Bebê). Ela é composta por 23 comportamentos maternos de interação mãe-bebê, como embalar, tocar e beijar. A pesquisadora realizou doutorado por um ano na University of British Columbia School of Nursing, em Vancouver, no Canadá, onde se capacitou para observar a dor neonatal.

As amostras de saliva permitiram a medição dos níveis de cortisol, que refletiam o estado de estresse durante o procedimento doloroso. Isso acontece porque o cortisol demora cerca de vinte minutos para responder ao organismo. A variação dele foi influenciada apenas pelo estresse da mãe.

A pesquisa aponta para a necessidade de revisar os protocolos de assistência, tendo em vista que a mãe é um importante regulador no bem estar do bebê nos primeiros dias de vida. " Precisamos encontrar alternativas que unam mãe e bebê, pois provou-se que isso é benéfico para ambos. É importante atentar para mães com perfil de estresse e envolvê-las no cuidado, pois este se mostrou um ponto negativo durante a gestação" , avalia. Segundo a pesquisadora, é necessário que a mãe seja capaz de regular o próprio estresse para ajudar o bebê a se recuperar de um evento doloroso de maneira satisfatória e a posição canguru pode ser uma ferramenta importante neste processo.

Fonte: USP
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