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publicado em 20/10/2011 às 17h26:00
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A exposição a pesticidas e poluentes está relacionada com um aumento de 450% no risco de espinha bífida e anencefalia, de acordo com cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e da Universidade de Pequim, na China.

Os resultados de um estudo realizado nas zonas rurais da China revelaram que dois dos pesticidas encontrados em altas concentrações nas placentas dos recém-nascidos afetados e em fetos natimortos foram endosulfan e lindano. Endosulfan só agora está sendo eliminado do tratamento de algodão, batatas, tomates e maçãs nos Estados Unidos. Lindano só recentemente foi proibido no mesmo país para o tratamento de sementes de cevada, milho, aveia, centeio, sorgo e trigo.

Fortes associações também foram encontradas entre espinha bífida e anencefalia e altas concentrações de hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (PAHs), que são subprodutos da queima de combustíveis fósseis, como petróleo e carvão. "Sempre tivemos suspeitas de que alguns destes poluentes estão relacionados a um aumento nos defeitos de nascimento, mas não tínhamos evidência para mostrar isso. Aqui nós claramente mostramos que a concentração de compostos de pesticidas e derivados da queima de carvão é muito mais elevada nas placentas de bebês com defeitos do tubo neural", afirma o diretor da pesquisa, Richard Finnell.

O estudo é o resultado de mais de uma década de colaboração entre Finnell e uma equipe de pesquisadores em Shanxi, uma província no norte da China. O pesquisador procurou colaboradores na China porque a prevalência de defeitos do tubo neural é muito maior lá do que nos Estados Unidos.

Trabalhando com as autoridades de saúde pública em quatro municípios da área rural de Shanxi, os pesquisadores coletaram placentas de 80 fetos recém-nascidos ou natimortos, que sofriam de espinha bífida ou anencefalia. Uma vez que um feto ou um recém-nascido com defeitos foi identificado como um caso, a placenta de um recém-nascido saudável, sem malformações congênitas que nasceu no mesmo hospital foi selecionada como controle.

Finnell e os colegas avaliaram a presença de uma classe de substâncias conhecidas como poluentes orgânicos persistentes (POPs). POPs comuns que incluem pesticidas agrícolas, solventes industriais e os subprodutos da queima de combustíveis como petróleo e carvão nas placentas.

Os resultados mostraram fortes associações entre os defeitos de nascimento e níveis elevados de um número de compostos presentes em pesticidas comumente usados. Eles também encontraram concentrações elevadas de HAP na placenta. "Esta é uma região onde uma grande quantidade de carvão é queimada. Muitas pessoas cozinham com carvão em suas casas. O ar é muitas vezes é escuro. Você não precisa ser um cientista para dizer que talvez haja alguma coisa nessa situação que não é favorável aos bebês", observa Finnell.

Todos os anos cerca de 3 mil gestações nos Estados Unidos são complicadas por defeitos do tubo neural. Os pesquisadores acreditam que muitas outras condições congênitas, incluindo autismo, podem um dia vir a ser relacionadas aos poluentes ambientais.

Fonte: Isaude.net
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