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publicado em 19/10/2011 às 10h30:00
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Uso de redes sociais altera maneira como as pessoas se relacionam em sociedade

 
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Foto: ©Stacey Newman/Istockphoto
Estudo aponta que uso de redes sociais como o Facebook pode alterar estruturas do cérebro
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Estudo aponta que uso de redes sociais como o Facebook pode alterar estruturas do cérebro

O uso de redes sociais como o Facebook altera a maneira como as pessoas se relacionam em sociedade. É o que revela estudo realizado por pesquisadores da University College London (UCL), no Reino Unido.

Os resultados evidenciam uma ligação direta entre o número de amigos no Facebook e a densidade de regiões do cérebro em particular. Segundo os pesquisadores, quanto mais amigos uma pessoa tem nas redes sociais, maior a susceptibilidade de ter amigos no ' mundo real' .

A equipe acredita que tenha encontrado uma correlação e não uma causa, no entanto: em outras palavras, não é possível a partir dos dados dizer se ter mais amigos no Facebook torna as regiões do cérebro maiores.

O site de rede social Facebook tem mais de 800 milhões de usuários ativos em todo o mundo e permite que as pessoas mantenham contato online com uma rede de amigos. Os tamanhos das redes individuais variam consideravelmente, alguns usuários têm muitos amigos enquanto outros têm menos, no entanto, se essa variabilidade se reflete no tamanho do mundo social real não tem sido claro. "Nosso estudo nos ajudará a começar a entender como as interações com o mundo são mediadas através de redes sociais. Isso deve nos permitir começar a fazer perguntas sobre a relação científica entre a internet e o cérebro", observa o professor Geraint Rees, do Wellcome Trust, que financiou o estudo.

Rees e colegas estudaram tomografias do cérebro de 125 estudantes universitários - todos os usuários ativos do Facebook - e as comparou com o tamanho da rede de amigos dos alunos, tanto online quanto no mundo real. As descobertas, que eles replicaram em um grupo de 40 alunos, foram publicadas na revista "Proceedings of the Royal Society B".

Os resultados mostraram uma forte ligação entre o número de amigos no Facebook que um indivíduo tinha e a quantidade de tecido do cérebro onde é feito o processamento (massa cinzenta) em várias regiões do cérebro. Uma dessas regiões foi a amígdala, uma região associada ao processamento da memória e das respostas emocionais. Um estudo publicado recentemente mostrou que o volume de massa cinzenta nesta área é maior em pessoas com uma rede maior de amigos no mundo real e a pesquisa realizada na UCL mostra que o mesmo é verdadeiro para as pessoas com uma maior rede online de amigos.

O tamanho de três outras regiões envolvidas na socialização - o sulco temporal superior direito, o giro médio temporal esquerdo e o córtex entorrinal direito - também se correlacionou com redes sociais online, mas não parecem estar relacionados com redes do mundo real.

O sulco temporal superior tem um papel na capacidade de perceber um objeto em movimento como biológico, e os defeitos estruturais nesta região foram identificados em algumas crianças com autismo. O córtex entorrinal, entretanto, tem sido associado à memória e navegação, incluindo a navegação por meio de redes sociais online. Finalmente, o giro temporal médio tem sido mostrado para ativar em resposta ao olhar dos outros e assim está implicado na percepção de estímulos sociais. "Encontramos algumas regiões do cérebro que parecem ligadas ao número de amigos que temos - tanto 'reais' quanto 'virtuais'. A questão interessante agora é saber se estas estruturas mudam ao longo do tempo, isto nos ajudará a entender se a internet está mudando nosso cérebro", relata o primeiro autor da pesquisa, Ryota Kanai.

Bem como examinar a estrutura do cérebro, os pesquisadores também examinaram se havia uma ligação entre o tamanho da rede online de uma pessoa e sua rede real de amigos.

Os pesquisadores fizeram perguntas aos voluntários como: "A quantas pessoas você enviaria uma mensagem de texto para marcar um evento de comemoração (aniversário, por exemplo, novo emprego, etc)?", "Qual é o número total de amigos na sua agenda?" e "Com quantos amigos na escola e na universidade você poderia ter uma conversa amigável agora?" As respostas sugerem que o tamanho das redes online também está relacionado ao tamanho das redes do mundo real. "Nossos resultados apóiam a idéia de que a maioria das pessoas usa o site Facebook para apoiar as relações sociais atuais, mantendo ou reforçando essas amizades, ao invés de apenas criar redes com pessoas inteiramente novas", explica Rees.

Segundo os pesquisadores, o novo estudo ilustra bem como investigações podem ajudar a compreender como o cérebro está evoluindo à medida que se adaptam aos desafios colocados pela mídia social.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Redes sociais    Facebook    Socialização    Estruturas do cérebro    University College London    Ryota Kanai   
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