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publicado em 18/10/2011 às 11h46:00
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Um novo estudo procurou determinar se o tipo sanguíneo afeta a sobrevivência depois da cirurgia cardíaca. Os pesquisadores do Duke University Medical Center, nos Estados Unidos, estudaram mais de 15 mil pacientes para determinar se um determinado tipo sanguíneo pode colocar os pacientes em um maior risco de morte ou de complicações depois de uma cirurgia de revascularização miocárdica (CABG).

Os pesquisadores descobriram que os pacientes com tipo sanguíneo AB eram 20% menos propensos a morrer depois de uma CABG do que os pacientes com tipos sanguíneos A, B ou O. Duas proteínas no sangue, responsáveis pela coagulação - o fator Willebrand (vWF) e o fator VIII (FVIII) - poderiam explicar a redução do risco.

O gene transmitido no grupo O confere níveis mais baixos destas proteínas coagulantes. Cada pessoa tem dois genes (um do pai e outro da mãe) para determinar o grupo sanguíneo; todos os pacientes do grupo O têm dois genes O (OO). Alguns pacientes do grupo A e do grupo B têm um gene do grupo A ou B e um gene do grupo O (AO e BO) e têm níveis intermediários de proteínas coagulantes. O grupo AB não tem genes O e tem os níveis mais altos.

Indivíduos com sangue tipo O (cerca de metade da população) têm níveis mais baixos destas proteínas coagulantes e podem correr mais risco de sangramento e de transfusões de sangue depois da cirurgia.

Evidências sugerem que os indivíduos com tipo sanguíneo AB podem ser mais propensos a desenvolver coágulos sanguíneos e/ou sangrar mais depois da cirurgia, disse J. Welsby - Contudo, os coágulos sanguíneos não parecem ser um problema e sangrar menos poderia contribuir para uma taxa menor de morte nos pacientes com o tipo sanguíneo AB, pois o sangramento e as transfusões colocam os pacientes em um risco maior de morte ou de complicações após a cirurgia.

O estudo concluiu que os pacientes do grupo AB estão em menor risco de sangramento e que mais pesquisas são necessárias para a ordem de risco entre os tipos sanguíneos (grupos A, B e O).

Os pesquisadores esperam que estudos futuros ajudem com a habilidade de prever os níveis de risco para o sangramento depois da cirurgia cardíaca usando um teste de tipagem sanguínea simples e barato. Os pesquisadores também querem determinar se aumentar o nível de vWF nos pacientes não-AB até o nível encontrado nos pacientes AB resultará em melhores resultados depois da cirurgia cardíaca.

Fonte: Isaude.net
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