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publicado em 13/10/2011 às 15h00:00
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Allen Everett, co-investigador do estudo
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Allen Everett, co-investigador do estudo

Pesquisadores da Johns Hopkins Universty, nos Estados Unidos, descobriram que os níveis sanguíneos de uma proteína específica do sistema nervoso central pode ajudar médicos a identificar recém-nascidos com lesões cerebrais derivadas da falta de oxigenação.

Os resultados mostraram que medições da proteína também podem ajudar a monitorar o quão bem a terapia de refrigeração do corpo projetada para evitar danos permanentes ao cérebro está funcionando.

O estudo com duração de um ano avaliou os níveis de proteína glial fibrilar ácida (GFAP) em 23 recém-nascidos entre 36 e 41 semanas de gestação, que foram diagnosticados com deficiência clínica de oxigênio para o cérebro (encefalopatia hipóxico-isquêmica, ou HIE) e comparou com aqueles em bebês nascidos no mesmo ponto na gravidez sem lesão cerebral.

HIE pode causar a morte no período neonatal ou resultar em atraso no desenvolvimento, retardo mental ou paralisia cerebral. Nos Estados Unidos, a incidência de HIE é de 1 a 8 casos em mil nascimentos. "O nível de GFAP já é medido em pacientes adultos após acidente vascular cerebral ou traumatismo crânio-encefálico em um esforço para fornecer um prognóstico de sobrevivência ou danos cerebrais. Agora sabemos que este biomarcador pode servir como um indicador válido da evolução de lesões em recém-nascidos", afirma o professor Ernest M. Graham.

Como parte do estudo, os pesquisadores retiraram a proteína GFAP do sangue do cordão no momento do nascimento, do sangue neonatal no momento da admissão na unidade de terapia intensiva neonatal (UTIN) e de amostras de sangue diariamente durante um período de sete dias. Níveis de GFAP foram significativamente maiores nos bebês com lesão cerebral devido à falta de oxigênio durante a primeira semana de vida.

Crianças no estudo que foram tratadas com resfriamento corporal tinham os mais altos níveis de GFAP. O tratamento reduz a temperatura do corpo dentro de seis horas após o nascimento e continua por três dias. "Embora a terapia de resfriamento diminua o risco de morte e danos neurológicos em recém-nascidos, está longe de ser perfeita, e sua eficácia varia de bebê para bebê", disse o co-investigador Allen Everett.

Apesar de preliminares, as descobertas dos pesquisadores podem pavimentar o caminho para um estudo maior de amostras de sangue e da terapia do resfriamento para ver o quão bem este biomarcador pode ajudar a avaliar a eficácia do tratamento. Estudos futuros são necessários para aprender como níveis aumentados GFAP estão associados com incapacidade neurológica.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Lesões cerebrais    Oxigenação    Johns Hopkins Universty    Refrigeração    Ernest M. Graham   
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