Diante dos resultados de duas consultas públicas realizadas pela Anvisa e discutidas nessa quinta-feira (5) com propostas para controlar consumo de tabaco no pais, a direção do Incor manifestou apoio à iniciativa da agência.
Para disfarçar o gosto ruim e característico do tabaco, a indústria insere aromas e sabores como chocolate, menta, cravo, morango etc. de modo tornar a tragada mais suave, o que facilita a iniciação e consequentemente o vício entre os jovens. A consulta 112 visa à proibição desses aditivos no tabaco, enquanto a 117 trata da proibição da propaganda de cigarro nos pontos de venda.
De acordo com o texto divulgado pelo Incor, os cigarros expostos junto com balas, chocolates e chicletes estimulam a percepção visual e levam à falsa crença que o fumo não é nocivo à saúde. A ideia é que esses produtos sejam guardados e fiquem longe da visão dos clientes. Essa simples medida dificulta não somente a iniciação, mas protege os fumantes em tratamento.
Ainda segundo o texto, " as medidas da Anvisa estão em pleno acordo com o compromisso assumido, internacionalmente, pelo Brasil ao ratificar a Convenção Quadro para o Controle do Tabaco, o primeiro tratado internacional de saúde, que visa à proteção da população mundial das devastadoras consequências do tabagismo ativo e passivo. Alertamos à população que toda forma de consumo do tabaco é prejudicial à saúde, merecendo todo apoio a consulta pública nº 112 e 117 da Anvisa" .