Ciência e Tecnologia
publicado em 07/10/2011 às 11h30:00
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Foto: Antoninho Perri/Ascom/Unicamp
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Imagem de ressonância magnética fornece melhor entendimento entre a doença e os problemas cognitivos Márcio Balthazar, coorientador do estudo e a biomédica Tatiane Pedro
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Imagem de ressonância magnética fornece melhor entendimento entre a doença e os problemas cognitivos
Márcio Balthazar, coorientador do estudo e a biomédica Tatiane Pedro

Uma pesquisa de mestrado sobre a doença de Alzheimer (DA), desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) pela biomédica Tatiane Pedro, investigou a relação entre cognição e áreas cerebrais precocemente afetadas pela doença (hipocampo e córtice entorrinal) assim como áreas menos estudadas (tálamo e corpo caloso). Os resultados sinalizaram para uma significativa atrofia no córtex entorrinal, hipocampo e tálamo de pacientes com Alzheimer.

O trabalho analisou os exames de e idosos normais e de 45 pacientes acima de 50 anos, atendidos do Ambulatório de Neurologia do Hospital de Clínicas (HC) no período entre 2007 e 2009 com comprometimento cognitivo leve amnéstico. O estudo permitiu um melhor entendimento sobre a patologia e a relação com problemas cognitivos como dificuldade de memória, linguagem e orientação, entre outros.

Tatiane Pedro questionou se essas áreas cerebrais estariam menores e relacionadas com os problemas cognitivos nos pacientes comparativamente a idosos sem doença neurológica. E elas estavam. Foram avaliados exames de ressonância magnética estrutural, o que permitiu um melhor entendimento sobre a patologia e a relação dela com problemas cognitivos como dificuldade de memória, linguagem, orientação, por exemplo. A dissertação foi orientada pelo professor da FCM Fernando Cendes e coorientada pelo neurologista Márcio Luiz Figueredo Balthazar, dentro do Programa de Pós-Graduação em Fisiopatologia Médica e Neurociências.

O córtex entorrinal e o hipocampo mostraram correlação com a memória. Isso significa que, quanto menor o volume do hipocampo e do córtex entorrinal, pior a memória e vice-versa. Trata-se de uma relação direta entre o volume, o tamanho de uma estrutura cerebral e o desempenho dessa faculdade psicológica - a memória episódica. O corpo caloso, no caso, relacionou-se com a extensão de dígitos (digit span), que é um teste de atenção. Quanto maior a atrofia do corpo caloso, menor a atenção do paciente. Tatiane correlacionou o tálamo com a cognição global, linguagem e memória episódica.

Em geral, segundo Balthazar, é clássico que algumas áreas do hipocampo e do córtex entorrinal estejam ligadas a problemas de memória. Nesses pacientes, aliás, estas são as primeiras áreas cerebrais afetadas pelo Alzheimer e no comprometimento cognitivo leve. Porém, outras áreas cerebrais relevantes para a cognição, mas menos estudadas, também poderiam estar relacionadas aos sintomas dos pacientes.

A partir das análises volumétricas das áreas do cérebro, concluiu-se que o tálamo, hipocampos e córtices entorrinais estavam relacionados com a doença. A atrofia foi perceptível e tinha relação com os testes neuropsicológicos. Na verdade, relata o neurologista, qualquer lesão cerebral - dependendo da área do córtex - tem condições de causar comprometimento da cognição (memória, orientação, linguagem, etc.). E como o Alzheimer não é uma patologia homogênea, ela pode trazer vários tipos de disfunção cognitiva.

Neuroimagem

O benefício da neuroimagem no estudo, de acordo com Tatiane Pedro, foi ter ajudado a investigar padrões de atrofia e descartar outras patologias. Esse método tem por finalidade detectar áreas cerebrais que podem estar precocemente comprometidas - no caso deste estudo, por meio da anatomia. "É que o volume das estruturas nessa doença tende a ser menor. Mas isso não ocorre no cérebro todo. Há áreas, no início, que são menores que outras e que, no decorrer da doença, diminuem mais ainda. Seria, portanto, interessante encontrar um biomarcador de neuroimagem - exame que detectaria a doença da forma mais precoce possível - para ser utilizado na prática clínica" , assinala Balthazar.

Fonte: Isaude.net
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