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publicado em 21/09/2011 às 19h56:00
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Pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, mostraram que é possível reverter o processo de envelhecimento das células-tronco humanas adultas, responsáveis por ajudar a regenerar tecidos velhos ou danificados.

As descobertas podem levar a tratamentos médicos para reparar uma série de doenças que ocorrem devido a danos nos tecidos relacionados ao envelhecimento.

Trabalhando em conjunto com o Instituto Buck de Pesquisa sobre o Envelhecimento, cientistas do Instituto de Tecnologia da Geórgia, conduziram um estudo para descobrir o que está acontecendo de errado com o relógio biológico ligado à divisão limitada de células-tronco humanas adultas à medida que envelhecem.

Os resultados mostraram que os pesquisadores foram capazes de reverter o processo de envelhecimento das células-tronco humanas adultas, intervindo com a atividade de RNAs codificadores de não proteínas.

Células-tronco adultas são importantes porque ajudam a manter os tecidos humanos saudáveis, substituindo aquelas que ficaram velhas ou danificadas. Elas também são multipotentes, o que significa que uma pode crescer e substituir qualquer número de células do corpo. No entanto, assim como as células de qualquer órgão podem se danificar ao longo do tempo, as estaminais adultas sofrem danos relacionados com a idade. E quando isso acontece, o corpo não pode substituir tecidos danificados, bem como antes fazia, levando a uma série de doenças e condições.

Os pesquisadores sugerem que se puderem encontrar uma maneira de manter essas células-tronco adultas jovens, eles poderiam usá-las para reparar tecidos danificados do coração após um ataque cardíaco; curar feridas; corrigir síndromes metabólicas; produzir insulina para pacientes com diabetes tipo 1; curar artrite e osteoporose e regenerar ossos.

O estudo

A equipe começou pela hipótese de que o dano ao DNA nas células-tronco adultas seria muito diferente de danos relacionados com a idade em células normais do corpo. Tal teoria é derivada do fato de que as células do corpo geralmente experimentam uma redução das extremidades dos cromossomos, conhecidas como telômeros. Mas as células-tronco adultas são conhecidas por manter essa proteção. Grande parte dos danos ligados ao envelhecimento é resultado de perda dessas extremidades. Portanto, os cientistas suspeitaram de mecanismos diferentes em jogo que são a chave para explicar como o envelhecimento ocorre nessas células-tronco adultas.

Os pesquisadores usaram células-tronco adultas de humanos e técnicas experimentais combinadas com abordagens computacionais para estudar as mudanças no genoma associadas ao envelhecimento. Eles compararam células-tronco adultas recém-isoladas de indivíduos jovens, que podem se auto renovar a partes dos mesmos indivíduos que foram submetidas a envelhecimento em laboratório. Este modelo acelerado de envelhecimento das células estaminais adultas esgota a capacidade de regeneração. Os pesquisadores analisaram as mudanças em pontos do genoma que acumularam danos ao DNA em ambos os grupos.

Os resultados mostraram que os danos ao DNA e à cromatina associados a mudanças derivadas do envelhecimento das células estaminais adultas foram devido a partes do genoma conhecidas como retrotransposons. "Retroransposons foram previamente determinados como funcionais e não foram ainda identificados como 'DNA lixo', mas a evidência indica que o acúmulo destes elementos desempenha um papel importante na regulação do genoma", afirmou o professor King Jordan.

Enquanto as células-tronco adultas jovens foram capazes de suprimir a atividade transcricional destes elementos genômicos e lidar com os danos ao DNA, células-tronco adultas mais velhas não foram capazes de limpar essa transcrição. A descoberta sugere que este evento é deletério para a capacidade de regeneração e desencadeia um processo conhecido como senescência celular. "Ao suprimir o acúmulo de transcritos tóxicos de retrotransposons, fomos capazes de reverter o processo de células-tronco adultas humanas em culturas de envelhecimento", explicou a pesquisadora Victoria Lunyak.

Segundo a equipe de pesquisa, eles não foram apenas capazes de rejuvenescer a 'idade' das células-tronco humanas, mas também puderam devolvê-las a um estágio anterior de desenvolvimento, por meio de uma regulação de fatores de pluripotência.

Eles pretendem, agora, usar uma análise mais aprofundada para validar se as células-tronco rejuvenescidas podem ser adequadas para aplicações clínicas regenerativas dos tecidos.

Fonte: Isaude.net
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