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publicado em 18/09/2011 às 15h00:00
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Abstinência do álcool a longo prazo pode levar a uma recuperação parcial das funções de equilíbrio, mas os déficits podem persistir, especialmente a dificuldade de manter o equilíbrio em pé e de olhos fechados. É o que sugere um estudo publicado na revista Alcoholism: Clinical & Experimental Research.

O abuso crônico de álcool causa danos consistentes ao cerebelo, estrutura complexa localizada na parte de trás do cérebro que tem várias funções, incluindo o controle do equilíbrio e da coordenação. O álcool também danifica a substância branca subcortical, feixes de fibras mielinizadas que conectam diferentes partes do córtex, e outros sistemas como o nervoso central, o motor e o de feedback. A longa dependência do álcool também resulta em prejuízos à transmissão de dopamina no estriado, área importante para o controle motor.

Para o estudo, os pesquisadores examinaram 70 pessoas abstinentes por um período de 6 a 15 semanas, 82 pessoas livres de álcool por um período de longo prazo (média de 7,38 anos), bem como 52 indivíduos controle.

Os resultados fornecem evidências de que a recuperação do andar e do equilíbrio, quando o suporte visual é disponível, pode ser atingido com a abstinência prolongada. Por outro lado, as medidas de olhos fechados requerem um maior equilíbrio e controle motor. "O feedback visual torna o balanço mais fácil, fornecendo pontos de referência para o ajuste motor. No entanto, mesmo com a abstinência prolongada, estruturas importantes para o equilíbrio - como o cerebelo - podem não se recuperar totalmente", explicou o autor correspondente do estudo, Stan Smith.

Estudos anteriores sugeriram que as mulheres metabolizam o álcool de maneira diferente dos homens, e que o comprometimento das funções cerebrais em mulheres, incluindo os processos cognitivos, ocorre com menos tempo de abuso do álcool. "Nossa descoberta de uma função mais deficiente em mulheres que em homens com abstinência de curto prazo é consistente com isso. No entanto, a boa notícia é que as mulheres no grupo de longo prazo obtiveram resultados semelhantes aos homens, sugerindo que eles retornam a um nível comparável com a abstinência prolongada", observou Smith.

A conclusão do estudo, de acordo com os pesquisadores, é que as funções cerebrais prejudicadas em alcoólatras parecem se recuperar com uma abstinência prolongada, mesmo se houver recuperação relativamente pequena com a abstinência de curto prazo. "Isto significa que há esperança para a recuperação significativa da função do equilíbrio por meio da abstinência prolongada", afirmou o pesquisador.

Fonte: Isaude.net
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