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publicado em 15/09/2011 às 18h30:00
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Estudo revela que o tempo gasto em áreas verdes benefíciam os sintomas do ADHD Frances Ming Kuo (a esq.) e Andrea Faber Taylor, pesquisadoras envolvidas no estudo
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Estudo revela que o tempo gasto em áreas verdes benefíciam os sintomas do ADHD
Frances Ming Kuo (a esq.) e Andrea Faber Taylor, pesquisadoras envolvidas no estudo

Estudo feito com mais de 400 crianças com diagnóstico de transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) encontrou uma ligação entre as características dos locais nos quais as crianças rotineiramente brincavam e a gravidade de seus sintomas, relataram os pesquisadores. Aquelas que brincam regularmente em ambientes ao ar livre com muito verde (grama e árvores, por exemplo) têm sintomas mais leves de TDAH do que aquelas que brincam dentro de casa ou em ambientes ao ar livre construídos, os pesquisadores descobriram. A associação se mantém mesmo quando os pesquisadores controlaram por renda e por outras variáveis.

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention, cerca de 9,5% das crianças com idades entre 4 e 17 anos tinham sido diagnosticadas com TDAH desde 2007. Os sintomas incluem dificuldade grave de concentração, hiperatividade e controle pobre do impulso.

Embora muitas crianças com TDAH sejam medicadas, a maioria delas se beneficiaria de uma forma de controlar seus sintomas que é de baixo custo e livre de efeitos colaterais, segundo os autores do estudo, os professores Andrea Faber Taylor e Frances (Ming) Kuo.

Pesquisas anteriores mostraram que uma breve exposição a espaços verdes ao ar livre - e em um estudo, que a exposição a fotos de ambientes verdes - pode melhorar a concentração e controle do impulso nas crianças e nos adultos da população em geral - indivíduos sem TDAH.

Esses achados levaram Taylor e Kuo a examinar se as crianças diagnosticadas com TDAH seriam também beneficiadas pelo "tempo verde". Em um estudo publicado em 2004, eles analisaram os dados de uma pesquisa nacional feita via Internet com os pais de crianças formalmente diagnosticadas com TDAH e descobriram que as atividades realizadas em ambientes externos mais verdes correlacionavam-se com abrandamento dos sintomas da doença logo em seguida, em comparação com as atividades em outros ambientes.

O novo estudo explora outros dados da mesma pesquisa para determinar se o efeito também é verdadeiro para as brincadeiras em locais verdes que são corriqueiramente visitados - o parque, o playground ou o quintal que a criança visita diariamente ou várias vezes por semana.

"Antes deste estudo, estávamos confiantes de que a exposição aguda à natureza - uma espécie de dose única - impacta os sintomas de TDAH em curto prazo. A questão é, se você está recebendo exposição crônica, mas é a mesma coisa porque é em seu quintal ou é o playground na sua escola, então isso ajuda?", disse Kuo.

Para abordar esta questão, os pesquisadores examinaram as descrições dos pais sobre os locais nos quais seus filhos brincam diariamente e a gravidade dos sintomas em geral. Eles também analisaram a idade das crianças, o sexo, o diagnóstico formal (DDA ou TDAH) e renda familiar total.

As análises revelaram uma associação entre brincar rotineiramente em áreas verdes, ao ar livre e o abrandamento dos sintomas do TDAH.

"No geral, as áreas verdes estavam relacionadas com sintomas gerais mais leves do que as áreas externas 'construídas' ou os 'ambientes fechados'", disse Taylor.

Os pesquisadores também descobriram que as crianças que tinham muita hiperatividade (diagnosticadas com TDAH, em vez de DDA) tendem a ter sintomas mais leves se brincarem regularmente em um ambiente verde e aberto (como um campo de futebol ou um gramado extenso) em vez de um espaço verde com muitas árvores ou um espaço interior ou construído ao ar livre.

Kuo observou que as descobertas não provam por si só que brincar rotineiramente em um espaço verde reduz a gravidade dos sintomas nas crianças com TDAH. Mas, à luz de todos os estudos anteriores que mostram uma relação de causa e efeito entre a exposição à natureza e uma melhor concentração e controle de impulso, ela disse que "é razoavelmente seguro supor que isso seja verdadeiro neste caso também".

Fonte: Isaude.net
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