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publicado em 13/09/2011 às 19h11:00
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Pesquisa mostra que as convulsões febris em crianças podem estar relacionadas à alcalose respiratória que é identificada pelo pH sanguíneo elevado e pelos níveis baixos de dióxido de carbono causados pela hiperventilação, independente da gravidade da infecção subjacente. As convulsões febris não foram observadas nas crianças com febres provocadas por gastroenterite, sugerindo que os baixos níveis de pH (acidose) no sangue podem ter um efeito protetor.

As convulsões febris são o tipo mais comum de distúrbios convulsivos nas crianças, afetando aproximadamente 1 em cada 25 delas e, normalmente, ocorrendo entre as idades de 6 meses e 5 anos, de acordo com o National Institute of Neurological Disorders and Stroke (NINDS). Estudos anteriores sugeriram que uma combinação de fatores genéticos e ambientais causa convulsões febris que têm uma incidência de até 8%, dependendo da região geográfica e da cultura.

Para entender melhor as mudanças funcionais associadas às convulsões febris, uma equipe de pesquisadores, liderada por Sebastian Schuchmann, na Charité-Universitätsmedizin de Berlim na Alemanha e na Universidade de Helsinki na Finlândia, inscreveu e analisou 433 crianças com níveis similares de febre que foram admitidas no hospital com convulsão febril (n = 213) ou gastroenterite (n = 220). Todos os pacientes pediátricos tiveram o pH do sangue e os níveis de dióxido de carbono medidos no momento da admissão.

Os pesquisadores encontraram alcalose respiratória nas crianças com convulsões febris e acidose metabólica nos pacientes pediátricos internados por gastroenterite. As convulsões febris não ocorreram nas crianças com gastroenterite, exceto em um subgrupo de 15 pacientes que tinham um nível alcalino de pH do sangue. Além disso, oito pacientes foram internados em diferentes ocasiões com convulsões febris e gastroenterite; o pH do sangue estava elevado quando a criança foi internada com convulsão febril, mas foi encontrado um pH mais acidótico quando a criança era internada com gastroenterite.

"As nossas descobertas mostram que as convulsões febris estão associadas com a alcalose respiratória e que não têm relação com a gravidade da infecção subjacente ou com o nível de febre. Outras pesquisas de métodos que controlam o estado ácido-base do corpo podem levar ao desenvolvimento de novas terapias para o tratamento das convulsões febris", concluiu Schuchmann. Com base nos resultados do estudo, os autores sugerem uma aplicação de 5% de dióxido de carbono no ar a ser respirado como um tratamento possível para as convulsões febris.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Hiperventilação    Convulsões febris    Crianças    Infecção    Gastroenterite   
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