Profissão Saúde
publicado em 12/09/2011 às 10h00:00
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Os sistemas de saúde ainda não descobriram a melhor forma de estruturar incentivos financeiros para encorajar os médicos de cuidados primários a melhorar o próprio trabalho. É o que sugere novo estudo realizado por cientistas australianos.

Os resultados mostram que não é claro que os benefícios, destinados a recompensar os médicos por um atendimento de mais qualidade ao paciente, sempre fazem mais bem do que mal.

Para a análise, os pesquisadores buscaram saber se o estímulo financeiro fez a diferença na forma como muitas vezes os médicos realizaram exames para diferentes doenças, recomendaram os pacientes a cuidados de acompanhamento ou conseguiram um resultado de saúde determinado - tal como ajudar um paciente a parar de fumar. No geral, os efeitos foram mistos.

O autor da revisão e professor da Universidade de Melbourne, Anthony Scott, relatou à Reuters Health que muitos médicos que já trabalham bem, simplesmente reivindicam o dinheiro sem mostrar qualquer alteração no comportamento. "Os incentivos não são muitas vezes orientados para os médicos que prestam os cuidados de saúde de pior qualidade. E, às vezes, a quantidade de dinheiro pode não ser suficiente para motivar os médicos", disse.

Scott e colegas revisaram sete estudos médicos que compararam o desempenho dos médicos antes e depois do início dos programas de incentivo, ou comparou médicos em programas de recompensa com aqueles que estão recebendo um salário regular.

Os benefícios foram divididos de maneiras diferentes: em um caso, os médicos obtinham um pequeno pagamento por cada paciente que ajudavam a deixar de fumar; em outro modelo, clínicas recebiam uma recompensa depois de atingir uma meta para o número total de pacientes encaminhados a um programa de apoio anti-fumo, além de recompensas adicionais para cada remessa extra.

Alguns desses incentivos pareciam ajudar. Por exemplo, clínicas que não receberam benefícios por recomendar programas de apoio enviaram cerca de 4% dos pacientes, enquanto aquelas que foram recompensadas encaminharam 11%. Mas em outros casos, a promessa de um pagamento não significou que os médicos foram melhores na realização de exames para câncer de mama ou Chlamydia.

Os pesquisadores mostraram que alguns programas de benefícios podem realmente fazer certos médicos ter desempenho pior, ou podem não ter nenhum efeito sobre eles. Eles concluíram que são necessários mais estudos para descobrir como tornar incentivos financeiros eficazes para pacientes e sistemas de saúde. A ideia, segundo eles, é tentar fornecer uma visão mais ampla do paciente, usando toda a saúde dele como base para as gratificações médicas por um bom trabalho.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Incentivos financeiros      
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