Ciência e Tecnologia
publicado em 09/09/2011 às 17h00:00
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Pesquisadores da Yeshiva University, nos Estados Unidos, relataram ter desenvolvido uma vacina candidata contra a tuberculose (TB), que se mostrou potente e segura em estudos com animais. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a doença mata cerca de 1,7 milhão de pessoas por ano e infecta uma em cada três pessoas ao redor do mundo. Com as cepas resistentes se espalhando, uma vacina para prevenir a infecção é considerada urgentemente necessária.

"Produzir vacinas eficazes contra a tuberculose requer uma compreensão melhor dos mecanismos utilizados pela bactéria Mycobacterium tuberculosis para fugir das respostas imunológicas do organismo", destaca o professor de microbiologia, imunologia e genética William Jacobs. Ele observa que a única vacina utilizada atualmente, o Bacilo de Calmette-Guérin (BCG), tem sido notoriamente inconsistente na proteção contra a doença.

Para determinar como a M. tuberculosis engana a resposta imunológica, Jacobs e colegas trabalharam com uma espécie estreitamente relacionada, a Mycobacterium smegmatis, que é letal para ratos em doses altas, mas que não causa danos aos humanos. Os pesquisadores criaram uma versão de M. smegmatis sem o conjunto de genes ESX-3, considerado crucial para fugir da resposta imunológica do hospedeiro. Quando altas doses da bactéria alterada foram injetadas nos ratos, ficou claro que as bactérias sem os genes ESX-3 já não conseguiam fugir do sistema imunológico dos hospedeiros: os ratos controlaram e acabaram com a infecção a partir da reação intensa das Células T, a mesma resposta que uma vacina eficiente contra a tuberculose provocaria.

Entretanto, Jacobs descobriu que remover o mesmo conjunto de genes da M. tuberculosis matou a bactéria, o que significa que ela não poderia ser manipulada desta forma para se fazer uma vacina. Mas, Jacobs e colegas descobriram uma maneira de contornar este obstáculo. Eles pegaram a bactéria M. smegmatis sem ESX-3 e inseriram o conjunto de genes análogos ESX-3 da M. tuberculosis. Estas bactérias M. smegmatis foram então injetadas nos ratos, que mais uma vez combateram a infecção. E, oito semanas depois, quando os ratos foram desafiados com doses elevadas de M. tuberculosis, que mata tanto ratos como pessoas, estes ratos "vacinados" viveram muito mais tempo do que os ratos do controle: um tempo médio de sobrevivência de 135 dias contra 54 dias.

Segundo Jacobs, foi impressionante também o nível bastante reduzido da bactéria da tuberculose encontrado nos tecidos dos animais. "Mais evidentemente, os animais vacinados que sobreviveram por mais de 200 dias tinham fígados que estavam completamente sem a bactéria da tuberculose, e ninguém jamais viu isso antes", disse ele.

Jacobs advertiu que apenas cerca de um em cada cinco ratos apresentou esta resposta, indicando que a vacina deve ser melhorada antes que possa ser considerada suficientemente eficaz. "Nós nem sequer sabemos ainda se ela vai funcionar em humanos, mas é certamente um passo significativo nos esforços para criar uma vacina melhor contra a tuberculose", disse ele.

A Aeras, uma parceria de desenvolvimento sem fins lucrativos, dedicada à prevenção da tuberculose, licenciou a tecnologia descrita neste estudo e a está utilizando para desenvolver uma nova vacina contra a tuberculose. A tecnologia também poderia fornecer a base de vacinas que eliminem a lepra e outras micobactérias virulentas a partir de tecidos infectados.

Fonte: Isaude.net
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