Ciência e Tecnologia
publicado em 21/08/2011 às 13h00:00
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Variações geográficas estão relacionadas com a saúde bucal e perda de dentes entre os adolescentes e adultos nos EUA. Esta relação tem sido analisada desde meados dos anos 1800.

Em 1930 os pesquisadores Clarence Mills e Bion East relacionaram a perda de dentes com a prevalência de exposição à luz solar. Eles observaram adolescentes do sexo masculino com idade entre 12 e 14 anos a partir de um estudo transversal, entre 1933 e 1934. East descobriu mais tarde que a ocorrência de cáries dentárias estava ligada à média de horas de sol / ano. Os jovens que viviam no oeste do país (3 mil horas de sol / ano), tiveram metade de lesões de cárie do que os do nordeste, que é muito menos ensolarado (< 2,2 mil horas de sol / ano).

Vários estudos realizados no Oregon em 1950 observaram que a prevalência de cárie foi menor nas regiões mais ensolaradas do estado do que nas regiões nubladas, uma descoberta que persistiu após considerar outros fatores que afetam as taxas de cárie dentária. O mecanismo foi atribuído à vitamina D em razão dos efeitos dela sobre os níveis de cálcio do organismo.

Mellanby e colegas de trabalho em Sheffield, na Inglaterra, fizeram estudos sobre o papel da vitamina D nos dentes em 1920. As primeiras experiências foram com cães, e constatou-se que a vitamina D estimula a calcificação dos dentes. Posteriormente, os pesquisadores estudaram o efeito da vitamina D sobre a cárie dentária em crianças, encontrando um efeito benéfico. Estudos adicionais foram realizados com crianças de Nova York usando a irradiação artificial de ultravioleta-B (UVB) e a ingestão oral de vitamina D para a prevenção de cáries.

O mecanismo pelo qual a UVB reduziu o risco de cáries foi estimulando a produção de vitamina D, seguida pela indução do peptídeo cathelicidin, que ataca bactérias orais ligadas à cárie dental. O cathelicidin é bem conhecida por combater infecções bacterianas, incluindo a pneumonia, sepsis e tuberculose. Vários estudos recentes relataram que a este peptídeo também reduz o risco de cárie, mas não apontam a relação entre ele e a vitamina D.

O uso da vitamina D parece ser uma opção melhor para reduzir cáries dentárias do que a fluoretação da água por exemplo, pois há muitos benefícios adicionais trazidos pela vitamina, sem os efeitos adversos da fluoretação, tais como a fluorose (manchas) de dentes e ossos.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Cáries    Vitamina D    Raios UVB    Pesquisa    Estados Unidos   
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