Ciência e Tecnologia
publicado em 12/08/2011 às 11h00:00
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Foto: Cole Geddy/University of Virginia
Foto: Cole Geddy/University of Virginia
Ignacio Provencio e Brian Wiltgen (da dir. para esq.), responsáveis pela pesquisa Brian Wiltgen e Ignacio Provencio (da dir. para esq.)
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Ignacio Provencio e Brian Wiltgen (da dir. para esq.), responsáveis pela pesquisa
Brian Wiltgen e Ignacio Provencio (da dir. para esq.)

Pesquisadores da Universidade de Virginia, nos Estados Unidos, descobriram que a exposição à luz pode desempenhar um papel na modulação do medo e da ansiedade. Usando ratos como modelos, eles aprenderam que a luz intensa aumenta o medo ou a ansiedade em camundongos, que são noturnos, em grande parte da mesma maneira que a escuridão pode intensificar o medo ou a ansiedade em seres humanos diurnos.

"Olhamos para o efeito da luz no medo aprendido, porque a luz é uma característica global do ambiente que tem efeitos profundos sobre o comportamento e a fisiologia. A luz desempenha um papel importante na modulação da frequência cardíaca, o ritmo circadiano, ciclos de sono e vigília, na digestão, nos hormônios, no humor e em outros processos do corpo. Em nosso estudo, queríamos ver como isso afeta o medo aprendido", disse o psicólogo Brian Wiltgen.

O medo é um mecanismo natural para a sobrevivência. Alguns medos parecem ser inatos, no entanto, humanos e outros mamíferos também aprendem com suas experiências. Este "medo aprendido" protege dos perigos. O medo também pode se tornar anormalmente reforçado em alguns casos, algumas vezes levando a fobias debilitantes.

"Estudos mostram que a luz influencia a aprendizagem, memória e ansiedade. Nós temos mostrado agora que a luz também pode modular respostas de medo condicionado. Entender como a luz regula medo aprendido pode melhorar terapias destinadas a tratar algumas doenças como ansiedade, síndrome do pânico e estresse pós-traumático", disse Wiltgen.

Utilizando ratos como modelo os pesquisadores mostraram que a própria luz não necessariamente aumenta o medo, mas que a presença de luz para os ratos noturnos realça o medo aprendido. Semelhante a uma pessoa diurna que aprende a ter mais medo no escuro.

"As implicações deste estudo para os seres humanos é que: sendo diurno, a ausência de luz pode ser uma fonte de medo. Mas o aumento da luz pode ser usado para reduzir o medo, a ansiedade e para tratar a depressão. Se pudermos vir a compreender os mecanismos celulares que afetam isto, então, eventualmente, a ansiedade e o medo anormal vão poder ser tratados com fármacos que melhoram ou imitam a terapia da luz", observou Wiltgen.

Clique aqui para ler esta matéria na íntegra (em inglês).

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Exposição à luz    Medo    Síndrome do pânico    Universidade de Virginia    Brian Wiltgen   
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