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publicado em 08/08/2011 às 17h00:00
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Estudo revela que coração humano responde de forma diferente as dois fármacos usados em testes com camundongos
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Estudo revela que coração humano responde de forma diferente as dois fármacos usados em testes com camundongos

Estudo realizado na Universidade de Washington em St. Louis, nos Estados Unidos, coloca em dúvida o uso de modelos animais nas pesquisas cardiovasculares. De acordo com o engenheiro biomédico Igor Efimov, que estuda os mecanismos biofísicos e fisiológicos que sustentam distúrbios do ritmo cardíaco, "o problema é que a diferença na expressão genética entre o rato e o humano é muito, muito grande".

Os ratos são o modelo animal mais popular na pesquisa cardiovascular, em parte, porque é fácil e barato criar um camundongo transgênico e adequar este animal, com precisão e rapidez, à investigação que se pretende realizar.

Efimov estabeleceu ligação com instituições locais que abastecem o laboratório dele com coração humano. Os órgãos são aqueles doentes, retirados de pacientes submetidos a transplantes, ou então aqueles "sem falhas" doados para pesquisa e que foram considerados inadequados para transplante.

Um artigo na edição de agosto da Journal of Molecular and Cellular Cardiology demonstra a importância de se trabalhar com corações humanos. O texto relata estudos feitos em corações humanos com duas drogas que já haviam sido estudadas em ratos. Os resultados mostram que um alvo das drogas, que parecia promissor nos modelos de rato, não funcionaria em humanos.

A pesquisa é uma colaboração entre Efimov e o professor de biologia celular e fisiologia Carl Cori, codiretor do Centro de Investigação de Doenças Membrana Excitabilidade (Cimed) da Escola de Medicina. "Conseguimos demonstrar isso sem a despesa de ensaios clínicos e sem colocar pacientes em risco", diz Efimov.

Eles estão estudando o canal iônico KATP, um canal de potássio sensível à presença de ATP, a molécula de armazenamento de energia. O canal KATP é simultaneamente um alvo tentador e perigoso para a terapia medicamentosa. Quando há uma obstrução na artéria coronária, o principal vaso que leva sangue para o músculo cardíaco, o canal abre imediatamente. Segundo Efimov, ao abrir, o canal parece proteger o coração da privação de oxigênio.

Por outro lado, a ativação do canal pode matar o paciente e reduzir de forma dramática o potencial de ação ou os impulsos elétricos que disparam a contração do músculo cardíaco. Esse encurtamento causa o aparecimento de arritmia ou a perda do ritmo cardíaco normal.

O rato é o modelo animal mais popular na fisiologia, mas, segundo Efimov, este animal não é um modelo muito bom para a fisiologia cardíaca. "O coração de um rato bate cerca de 600 vezes por minuto, diferente dos corações humanos - que batem em média 72 vezes por minuto. Pode-se transformar os genes de ratos para causar insuficiência cardíaca e, pensando em humanos, não se tem a mesma doença porque o rato é muito diferente. Então, infelizmente, mesmo com a ajuda de camundongos transgênicos, muito poucos resultados vieram deste modelo animal para as pesquisas desta área", diz Efimov.

Para entender as diferenças genéticas entre os corações de ratos e humanos, leia o estudo na íntegra no site da Washington University in St. Louis.

Fonte: Isaude.net
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