Todo mês de agosto, a Fundação Nacional de Psoríase dos Estados Unidos patrocina o mês da consciência, dedicado a sensibilizar, educar o público e dissipar os mitos sobre a doença. A psoríase é a doença autoimune mais prevalente do país, afetando até 7,5 milhões de americanos. Ela ocorre quando o sistema imunológico envia sinais defeituosos, resultando em manchas vermelhas e escamosas na pele que sangram e coçam. A psoríase não é contagiosa.
Entre os tipos de psoríase destacam-se: em placas, gutata, pustulosa, eritrodérmica e inversa. A forma mais comum, a psoríase em placas, apresenta manchas vermelhas salientes ou lesões cobertas com um acumulado branco prateado de células mortas da pele, chamado de escama. Pode ocorrer em qualquer parte do corpo e é associada a outros problemas de saúde graves, como diabetes, doenças cardíacas, doença de Crohn, doença hepática e depressão.
Uma série de estudos encontrou um risco maior para certos tipos de câncer nos pacientes com psoríase, como uma forma de câncer de pele conhecido como carcinoma espinocelular e o linfoma. Em alguns casos, estes cânceres foram associados a tratamentos de psoríase específicos que suprimem o sistema imunológico. Os pacientes devem seguir a recomendação de exames periódicos de saúde para o câncer e evitar comportamentos de alto risco.
Até 30% das pessoas com psoríase também desenvolvem artrite psoriática, que causa inchaço, dor e rigidez em torno das articulações. As pessoas com psoríase leve são tão propensas a desenvolver a artrite psoriática quanto aquelas com formas moderadas ou graves da doença.
A artrite psoriática pode se desenvolver em qualquer idade, mas aparece mais comumente entre os 30 e 50 anos. Acredita-se que os genes, o sistema imunológico e os fatores ambientais contribuam para o aparecimento da doença.
O reconhecimento precoce, o diagnóstico e o tratamento da artrite psoriática são fundamentais para aliviar a dor e a inflamação e ajudam a prevenir as lesões articulares progressivas.