Ciência e Tecnologia
publicado em 05/08/2011 às 20h00:00
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Um novo estudo sugere que o tabagismo, a pressão arterial elevada, o diabetes e estar acima do peso na meia idade causam o encolhimento do cérebro e podem levar a problemas cognitivos até uma década depois.

"Estes fatores parecem fazer com que o cérebro perca volume, desenvolva lesões secundárias à presumida lesão vascular e também parecem afetar a capacidade de planejar e de tomar decisões mais rapidamente 10 anos depois. Um padrão diferente de associação foi observado para cada um dos fatores. Nossos resultados fornecem evidências de que a identificação precoce destes fatores de risco nas pessoas de meia idade poderia ser útil na triagem das pessoas em situação de risco para a demência e poderia incentivar as pessoas a fazer mudanças em seu estilo de vida antes que seja tarde demais", disse o autor do estudo, Charles DeCarli, da University of California em Davis, nos Estados Unidos.

O estudo envolveu 1.352 pessoas sem demência do Framingham Offspring Study, com idade média de 54 anos. Foram medidas a circunferência da cintura e a massa corporal dos pacientes. Eles fizeram testes de colesterol, pressão e diabetes e passaram por exames cerebrais de ressonância magnética durante uma década, sendo que o primeiro foi feito cerca de sete anos após o exame inicial de fator de risco. Os participantes com acidente vascular cerebral e demência no início do estudo foram excluídos. Entre o primeiro exame de ressonância magnética e o último, 19 pessoas tiveram um derrame e duas desenvolveram demência.

O estudo descobriu que as pessoas com pressão arterial elevada desenvolveram hiperintensidades na substância branca ou pequenas áreas de dano cerebral vascular a uma taxa mais rápida do que aquelas com leituras normais da pressão arterial e tiveram uma piora na pontuação dos testes de função executiva, ou no planejamento e na tomada de decisão, correspondendo ao envelhecimento cronológico de cinco e oito anos, respectivamente.

Pessoas com diabetes na meia idade perdem volume cerebral no hipocampo (medido indiretamente usando-se um marcador substituto) a uma taxa mais rápida do que aqueles sem diabetes. Os fumantes perderam volume cerebral geral e do hipocampo em um ritmo mais rápido que os não fumantes e eram também mais propensos a ter um rápido aumento na hiperintensidade da massa branca.

As pessoas que estavam obesas na meia idade eram mais propensas a estar dentro dos 25% das pessoas com a taxa mais rápida de declínio de pontuação nos testes de função executiva, segundo DeCarli. As pessoas com uma alta relação cintura-quadril eram mais propensas a estar entre as 25% com mais rápida diminuição no volume cerebral.

Fonte: Isaude.net
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