Ciência e Tecnologia
publicado em 03/08/2011 às 16h00:00
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Foto: Andreas Stampfl/ACSnano/American Chemical Society
Coração Langendorff
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Coração Langendorff

Estudos com pacientes cardíacos têm demonstrado, ao longo das últimas décadas, que algumas partículas têm efeito negativo sobre o sistema cardiovascular. No entanto, não ficou claro se as nanopartículas também são prejudiciais ao organismo no que diz respeito a processos metabólicos ou reações inflamatórias.

Usando o chamado coração Langendorff - um coração de roedores isolado com uma solução nutritiva no lugar do sangue - os cientistas do Zentrum Muenchen Helmholtz e da Universidade de Munique, na Alemanha, foram capazes, pela primeira vez, de mostrar que as nanopartículas têm efeitos visíveis ??sobre o coração . Quando exposto a uma série de nanopartículas, o coração reagiu com um aumento da frequência e da arritmia cardíaca, bem como alterações no eletrocardiograma (ECG). "Usamos o coração como um detector. Desta forma podemos testar se as nanopartículas têm um efeito específico sobre a função cardíaca", explica o professor Reinhard Niebner, Director do Instituto de Hidroquímica na Universidade de Munique. Os cientistas também podem usar esse novo modelo de coração para descobrir o mecanismo pelo qual as nanopartículas influenciam a frequência cardíaca.

De acordo com Stampfl e Niebner, é muito provável que o neurotransmissor noradrenalina seja responsável pelo aumento da frequência cardíaca provocada por nanopartículas. A Noradrenalina é liberada por terminações nervosas na parede interna do coração, aumentando a frequência cardíaca e também desempenhando um papeis importantes no sistema nervoso central.

A equipe de Stampfl usou o modelo para testar nano partículas de carbono, conhecidas como " negro de fumo" e dióxido de titânio, bem como faíscas de carbono, que servem como modelo para poluentes atmosféricos decorrentes da queima de diesel. Além disso, foram testados dióxido de silício e sílicas de Aerosil, por exemplo, como agentes espessantes em produtos cosméticos e de poliestireno. Essas substâncias elevaram a frequência cardíaca em 15% e alteraram os valores do ECG, que não se normalizaram mesmo após o encerramento da exposição às nanopartículas. As sílicas Aerosil e poliestireno não mostraram qualquer efeito sobre a função cardíaca.

O coração Langendorff pode vir a ser útil em pesquisas médicas. Porém, o efeito das nanopartículas no corpo humano é em grande parte desconhecido. O novo modelo de coração poderia, assim, servir como uma plataforma de teste para ajudar a selecionar os tipos de partículas que não afetam negativamente o funcionamento do órgão.

Leia esta matéria na íntegra (em inglês), clicando aqui.

Fonte: Isaude.net
   Palavras-chave:   Nanopartículas    Cardíacas    Carvão    Sílica    Universidade de Munique   
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