Ciência e Tecnologia
publicado em 01/08/2011 às 16h00:00
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Foto: Sílvia Mendonça
Colônias de E. coli resistentes crescem mais rápido que a média em uma placa de Petri
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Colônias de E. coli resistentes crescem mais rápido que a média em uma placa de Petri

As bactérias adquirem resistência aos antibióticos a partir de mutações, que podem ocorrer pela incorporação de novos genes a partir do ambiente circundante ou de outras bactérias. Ao contrário do que é esperado nesses casos, uma equipe de pesquisa da Universidade de Lisboa e do Instituto Gulbenkian de Ciência, em Portugal, mostrou que, quando ambos os mecanismos de resistência estão atuando na bactéria E. coli, a capacidade dela de sobreviver e se reproduzir aumenta.

Normalmente a aquisição de novos genes - seja pela inserção de pedaços de DNA (plasmídeos) ou por mutações - tem um custo para as bactérias, que se reflete, por exemplo, na redução da taxa de divisão celular. O autor sênior do artigo, Francisco Dionísio, descreve o processo utilizando a seguinte analogia: "se você desmontar seu computador e, aleatoriamente, mudar conexões e peças, você não pode esperar que ele funcione melhor do que antes".

No entanto, a equipe de pesquisa demonstrou que, quando ocorre uma mutação no cromossomo de uma bactéria que já incorporou um plasmídeo que transmite resistência, a bactéria se divide mais rápido em 10% das combinações mutação-plasmídeo testadas. De forma semelhante, as bactérias que primeiro adquirem resistência aos antibióticos por meio de mutação cromossômica e depois ganham mais resistência com a inserção de plasmídeos no DNA mostraram aumentos na taxa de reprodução em 32% das combinações.

Em 2009, os mesmos grupos de pesquisa mostraram, pela primeira vez, a importância das interações entre genes aleatórios para determinar a resistência a antibióticos nas bactérias. Este último estudo leva estas conclusões iniciais um passo além, demonstrando que este é um fenômeno geral, e que, portanto, pode ajudar a prever como uma população bacteriana vai evoluir depois de receber um plasmídeo que confere resistência a um determinado antibiótico.

Francisco Dionísio acrescenta que "estes resultados são, no mínimo, inesperados, tendo em conta o que já se sabia sobre as interações genéticas, e podem estar por detrás do mecanismo por meio do qual a resistência rápida aos antibióticos apareceu" .

Fonte: Isaude.net
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