Ciência e Tecnologia
publicado em 25/07/2011 às 15h00:00
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Foto: Dirk Mahler
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Dr. Jürgen Drossard e Dr. Stefan Schillberg (da esq. para a dir.) Dr. Jürgen Drossard, Dr. Thomas Rademacher e Dr. Stefan Schillberg (da esq. para a dir.), pesquisadores envolvidos no estudo Técnicos durante o manejo do material de pesquisa Estufa com as plantas de tabaco, escolhidas pelo Dr. Jürgen Drossard
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Dr. Jürgen Drossard e Dr. Stefan Schillberg (da esq. para a dir.)
Dr. Jürgen Drossard, Dr. Thomas Rademacher e Dr. Stefan Schillberg (da esq. para a dir.), pesquisadores envolvidos no estudo
Técnicos durante o manejo do material de pesquisa
Estufa com as plantas de tabaco, escolhidas pelo Dr. Jürgen Drossard

Reguladores do Reino Unido aprovaram o primeiro ensaio clínico da Europa de um anticorpo monoclonal produzido a partir de plantas de tabaco geneticamente modificadas. Esta decisão histórica prepara o cenário para os testes, em humanos, de um produto anti-HIV feito de plantas de tabaco geneticamente modificadas. Isto vai abrir caminho para mais testes de medicamentos derivados de plantas para tratar uma série de doenças.

O ensaio vai testar a segurança de um anticorpo de origem vegetal projetado para interromper a transmissão do HIV entre os parceiros sexuais quando aplicado diretamente à cavidade vaginal. Se provar-se seguro nas 11 participantes, os pesquisadores poderão então passar a testar a eficácia do produto.

O ensaio clínico marca o ponto culminante do projeto EU Framework 6 Pharma-Planta, que foi lançado por um consórcio de 30 parceiros acadêmicos e industriais, em 2004, com12 milhões de euros em financiamento da União Europeia. Seu principal objetivo é desenvolver um processo de manufaturação aprovado para as proteínas farmacêuticas recombinantes feitas nas plantas e fazer com que este produto passe por todos os estágios de desenvolvimento, incluindo o ensaio clínico principal.

A maioria dos produtos biofarmacêuticos são feitos atualmente com grande despesa em cubas de fermentação contendo bactérias ou células de mamíferos, mas a produção em massa destes medicamentos em plantas geneticamente modificadas pode reduzir custos e, portanto, dar um contributo importante para a saúde global, melhorando o acesso nos países em desenvolvimento, onde doenças como o HIV são um enorme problema. Além disso, o processo de fabricação simples poderia ser feito nos próprios países em desenvolvimento, permitindo a produção "na região para a própria região".

O professor de Imunologia Molecular Julian Ma disse que "A aprovação do MHRA para que prossigamos com os testes em seres humanos é um reconhecimento de que os anticorpos monoclonais podem ser feitos em plantas com a mesma qualidade com que são feitos com os atuais sistemas de produção convencionais".

O ensaio clínico - que está sendo realizado no University of Surrey Clinical Research Centre - vai testar um microbicida anti-HIV aplicado topicamente. O ingrediente ativo no microbicida é um anticorpo monoclonal chamado P2G12. Se bem sucedido, os pesquisadores preveem que o P2G12 será usado em combinação com outros anticorpos HIV-neutralizantes, também produzidos em plantas, para criar um produto microbicida vaginal amplamente protetor.

As plantas do tabaco geneticamente modificadas que produzem P2G12 foram cultivadas em estufas de contenção de última geração do Fraunhofer Institute for Molecular Biology and Applied Ecology, IME, em Aachen, na Alemanha.

Fonte: Isaude.net
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