Ciência e Tecnologia
publicado em 25/07/2011 às 10h00:00
   Dê o seu voto:

 
tamanho da letra
A-
A+
Foto: Reprodução/Johns Hopkins University
Michela Gallagher, líder da pesquisa
  « Anterior
Próxima »  
Michela Gallagher, líder da pesquisa

Pesquisadores descobriram que uma droga antiepilética é capaz de melhorar a memória e a função cerebral em adultos com comprometimento cognitivo que pode levar ao mal de Alzheimer. Os resultados levantam a possibilidade de que os médicos um dia serão capazes de usar o levetiracetam, já aprovado para uso em pacientes com epilepsia, para retardar a perda anormal da função cerebral em alguns pacientes idosos antes que sua doença se torne o mal de Alzheimer. Os pesquisadores enfatizam, no entanto, que mais estudos serão necessários antes que qualquer recomendação deste tipo possa ser feita a médicos e pacientes.

A neurocientista Michela Gallagher disse: "Pelos efeitos vistos no estudo, esta droga desacelera a progressão da doença que estaria se encaminhando para o Alzheimer, mas precisamos de mais estudos clínicos com uma exposição maior à droga para, antes de tudo, nos certificarmos, com uma avaliação rigorosa, de que a droga é eficaz a longo prazo e que não faz mal".

O estudo também mostra que a atividade cerebral excessiva em pacientes com uma doença conhecida como comprometimento cognitivo leve amnésico, ou aMCI, contribui para a disfunção cerebral subjacente à perda de memória. Anteriormente, pensava-se que esta hiperatividade era a tentativa do cérebro para "compensar" a fraqueza de sua capacidade de formar novas memórias.

O estudo clínico testou 34 idosos, alguns deles eram saudáveis e outros tinham aMCI, o que significa que eles tinham dificuldades de memória maiores do que seria esperado para a sua idade. Cada pessoa participou de uma sequência de duas fases de tratamento que durou duas semanas cada. Os pacientes receberam uma dose baixa de levetiracetam durante uma fase e um placebo durante a outra.

Após cada fase de tratamento, os pesquisadores avaliaram a memória dos indivíduos e realizaram uma ressonância magnética funcional dos cérebros deles. Estes exames foram usados para mapear a atividade cerebral durante o desempenho de uma tarefa de memória, permitindo que os pesquisadores comparassem o estado de cada indivíduo com e sem o medicamento. Em comparação com os participantes normais, os indivíduos com aMCI que tomaram o placebo tiveram atividade excessiva no hipocampo, uma parte do cérebro que é essencial para a memória. Mas quando estavam tomando levetiracetam por duas semanas, esta atividade foi reduzida para o mesmo nível que a do grupo controle e o desempenho da memória na tarefa que realizaram também chegou ao nível dos controles.

As descobertas têm implicações possíveis para a progressão para a doença de Alzheimer. Estudos que mostram a atividade em excesso no hipocampo em pacientes com aMCI descobriram que, se forem acompanhados por vários anos, aqueles com mais excesso de ativação têm as maiores quedas adicionais da memória e são mais propensos a receber um diagnóstico de Alzheimer dentro de 4 a 6 anos.

"Como um pouco da fisiologia que cria a doença de Alzheimer no cérebro é impulsionada por uma grande atividade cerebral, esta atividade em excesso pode ser como ter o pé no acelerador se você está no caminho para a doença . Então, o próximo passo desta linha de pesquisa será testar essa ideia para ver se reduzir a atividade excessiva pode realmente retardar a progressão para o Alzheimer em pacientes com aMCI", disse Gallagher.

Entre 8% e 15% dos pacientes com aMCI progridem para um diagnóstico de Alzheimer a cada ano, tornando aquele um estágio de transição entre o envelhecimento normal e as doenças neurodegenerativas. Atualmente não existe nenhum tratamento eficaz para modificar esta progressão antes de ocorrerem lesões irreversíveis no cérebro. Isto seria um avanço significativo para retardar a progressão da doença de Alzheimer, uma doença que estima-se que irá

afetar até 16 milhões de americanos até 2050.

Fonte: Isaude.net
  • Indique esta NotíciaIndique esta Notícia
  • Indique esta NotíciaCorrigir
  • CompartilharCompartilhar
  • AlertaAlerta
Link reduzido: 
  • Você está indicando a notícia:
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

  • Você está informando uma correção para a matéria:


Receba notícias do iSaúde no seu e-mail de acordo com os assuntos de seu interesse.
Seu nome:
Seu email:
Desejo receber um alerta com estes assuntos:
levetiracetam    Alzheimer    comprometimento cognitivo leve amnésico    aMCI    hipocampo    atividade excessiva no hipocampo    memória    idosos    epilepsia   
Comentários:
Comentar
Deixe seu comentário
Fechar
(Campos obrigatórios estão marcados com um *)

(O seu email nunca será publicado ou partilhado.)

Digite a letras e números abaixo e clique em "enviar"

  • Twitter iSaúde
publicidade
Jornal Informe Saúde

Indique o portal
Fechar [X]
  • Você está indicando a notícia: http://www.isaude.net
  • Para que seu amigo(a) receba esta indicação preencha os dados abaixo:

RSS notícias do portal  iSaúde.net
Receba o newsletter do portal  iSaúde.net
Indique o portal iSaúde.net
Notícias do  iSaúde.net em seu blog ou site.
Receba notícias com assunto de seu interesse.
© 2000-2011 www.isaude.net Todos os direitos reservados.