Ciência e Tecnologia
publicado em 19/07/2011 às 19h00:00
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Pesquisadores do Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos, desenvolveram uma proteína fluorescente que permite visualizar órgãos internos de animais vivos sem a necessidade de um bisturi ou técnicas de imagem que podem ter efeitos secundários ou aumentar a exposição à radiação. A nova sonda pode ser um avanço nas teconologias de imagem de corpo inteiro, permitindo que médicos acompanhem o crescimento de tumores de forma não-invasiva, a fim de avaliar a eficácia das terapias anti-câncer.

Em contraste com outras técnicas de escaneamento do corpo, a proteína fluorescente não envolve exposição à radiação nem exigir o uso de agentes de contraste.

Nos últimos 20 anos, os cientistas usaram uma variedade de proteínas fluorescentes coloridas, derivadas de águas-vivas e corais, para visualizar as células e organelas e moléculas. Mas usar sondas fluorescentes para penetrar em mamíferos vivos sempre foi um grande desafio. O motivo é que a hemoglobina absorve o azul, verde, vermelho e outros comprimentos de onda usados para estimular proteínas fluorescentes, junto com qualquer comprimento de onda emitido pelas proteínas quando se acendem.

Para superar essa barreira, o pesquisador Vladislav Verkhusha e seus colegas desenvolveram uma proteína fluorescente de um fitocromo bacteriano (o pigmento que uma espécie de bactéria usa para detectar luz). Esta nova proteína fluorescente, batizada de iRFP, tanto absorve quanto emite luz na porção próxima do infravermelho do espectro eletromagnético - a região espectral em que os tecidos de mamíferos são quase transparente.

Os pesquisadores direcionaram a proteína fluorescente para o fígado - órgão particularmente difícil de visualizar devido ao seu conteúdo arterial elevado. Partículas de adenovírus contendo o gene para iRFP foram injetadas em ratos. Depois que o vírus infectou as células hepáticas, as células infectadas expressaram o gene de proteína e produziram iRFP. Os ratos foram expostos a luz infravermelha próxima e era possível visualizar a luz fluorescente emitida resultante usando um dispositivo de imagem de corpo inteiro.

A fluorescência do fígado nos camundongos foi detectada pela primeira vez no segundo dia após a infecção e atingiu um pico em cinco dias. Experimentos adicionais mostraram que a proteína fluorescente iRFP não era tóxica.

"Nosso estudo descobriu que a iRFP foi muito superior à outras proteínas fluorescentes, que supostamente ajudam a visualizar o fígado de animais vivos. IRFP não só produziu uma imagem muito mais brilhante, com maior contraste do que as outras proteínas fluorescentes, mas também foi muito estável ao longo do tempo. Acreditamos que isso vai ampliar significativamente os usos potenciais para geração de imagens de corpo inteiro não-invasivas", observou o pesquisador Grigory Filonov.

Segundo ele a imagem fluorescente de proteínas não envolve risco de radiação, que pode ocorrer com raios-x e tomografia computadorizada (CT). E, ao contrário de ressonância magnética (MRI), em que os agentes de contraste, por vezes, devem ser ingeridos ou injetados para tornar estruturas internas do corpo mais visíveis, o contraste proporcionado pelo iRFP é tão intenso que agentes de contraste não são necessários.

Fonte: Isaude.net
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